Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Galípolo: BC tem juros mais altos que pares, mas inflação sistematicamente supera meta

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira, 19, que é fato que o Brasil sustenta taxas de juros sistematicamente e historicamente mais altas do que os seus pares, apesar disso a inflação tem sistematicamente superado a meta no País.

"Quando a gente olha o resultado da política monetária, estou comparando desde 2020, percebemos que só não houve uma carta aberta - que é quando o Banco Central tem que comunicar ao Ministério da Fazenda que não conseguiu cumprir a meta - em 2020 e em 2023. Ou seja, nesses seis anos, quatro anos, o Banco Central não cumpriu a meta", pontuou, durante participação em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Segundo Galípolo, a convivência desses dois fatores levanta uma questão de ordem estrutural: "Por que no Brasil é necessário fazer um esforço maior de política monetária para se conseguir o mesmo efeito que se consegue em outros países?"

Ele emendou que entre os temas relevantes para essa questão está o debate sobre os núcleos de inflação.

Galípolo mencionou que hoje o BC analisa os núcleos de inflação e observou que a média desses núcleos atualmente já roda no mesmo nível que a inflação cheia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Misery index

O presidente do Banco Central observou ainda que o misery index, que considera o nível de desemprego e de inflação, está no menor valor da série histórica no Brasil, mas que os choques de oferta recentes levaram a uma queda de correlação com o bem-estar.

"Após quatro choques de oferta, o nível de preço subiu. Raramente você vai perguntar para alguém e ele vai saber qual é a inflação daquele mês ou qual é o núcleo de inflação daquele mês, mas a pessoa sabe quanto custa a carne, quanto custa o leite, quanto custa o ovo", disse Galípolo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele afirmou essa questão tem levantado uma questão em nível internacional, que vem sendo chamada de affordability. "É difícil para os bancos centrais porque a função do BC é justamente não deixar que essa elevação de preço vire uma espiral preço-remuneração que propague a inflação e faça uma inflação perder controle", disse.

Renda e crédito

Ao comentar os choques de oferta recentes, o presidente do Banco Central relembrou que, em 2020, em função da pandemia, houve uma queda muito grande na atividade econômica no mundo e que os BCs colocaram as taxas de juros em níveis também historicamente baixos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Lá fora chegaram em patamares negativos e aqui no Brasil chegou próximo de 2%", disse Galípolo.

Nesse cenário, afirmou, faz sentido imaginar que quem perdeu renda em função da queda da atividade econômica busque sustentar o consumo com algum tipo de financiamento.

"Tem vários estudos internacionais mostrando que a relação das pessoas com o cartão de crédito subiu de dois, três para cinco cartões de crédito ao longo desse período, o que envolve um financiamento maior relativo a cartão de crédito. Esse fenômeno global é acentuado no Brasil, curiosamente, por um processo de bancarização que se relaciona inclusive com o Pix", mencionou o presidente do BC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV