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Galípolo afirma que divergências entre diretores do BC no Copom são 'granulares'

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O diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, falou nesta segunda-feira, 26, sobre eventuais divergências entre a diretoria do BC no Comitê de Política Monetária (Copom), que classificou como "granulares", e lembrou o episódio da decisão rachada sobre a magnitude do corte da Selic em maio. Ele participou de evento em comemoração aos 125 anos do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PU), em Teresina.

Galípolo explicou que a autoridade monetária adota uma série de modelos para monitorar os dados e que se apoiam em muitos modelos de câmbio para o processo decisório. No caso da decisão dividida, de cinco votos a quatro por uma redução de 0,25 ponto porcentual na Selic em maio, ele disse que a decisão estava dentro do intervalo do modelo de confiança para um horizonte de 18 meses.

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"Como está todo mundo exposto a aqueles dados e aos cenários que são feitos, as alternativas vão se estreitando com a forma que você vai chegando para a reunião porque está todo mundo com uma visão que foi compartilhada ali, do ponto de vista daquilo que foi municiado e aí essas divergências acabam sendo divergências que são mais granulares, não são divergências que têm um impacto muito relevante", disse o diretor do BC.

Primeira experiência de autonomia do BC

Ele ainda ponderou que o País está passando pela primeira experiência da autonomia do BC e que isso não significa que haverá rupturas, por causa da institucionalidade. Galípolo reconheceu, no entanto, que na reta final do processo decisório pode haver um "judgement call".

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"Eu realmente acho que a melhor coisa que pode acontecer com a autonomia do BC é que essas decisões estratégicas sejam o mais colegiada possível, que a gente não tenha decisões monocráticas", afirmou o diretor.

Câmbio

Em relação ao mercado de câmbio, que passou por grandes oscilações recentemente sem intervenção do BC, Galípolo disse que a autoridade monetária observa se há disfuncionalidades.

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"Muitas vezes as pessoas acham que é só uma questão de liquidez, se está faltando liquidez especificamente ou não no mercado de câmbio. Mas você também vai comparar o descasamento com os pares, o descasamento com os fundamentos e tentar decifrar quais são as causas para aquilo poder estar acontecendo", explicou o diretor de Política Monetária.

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