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G20 Brasil: GT de Finanças do B20 propõe ações para aumentar investimentos e acelerar transição

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O grupo de trabalho que trata das frentes de finanças e infraestrutura no Business 20 (B20) - fórum onde empresários formulam propostas de políticas públicas aos países do G20 - divulgou nesta terça-feira, 22, o documento com recomendações em três eixos a serem levadas aos líderes das 20 maiores economias do mundo.

O trabalho aborda a necessidade de aumentar investimentos em infraestrutura, acelerar a transição à economia de baixo carbono e melhorar a integração de pequenas e médias empresas a cadeias globais de valor. As recomendações incluem a mobilização de capital privado a investimentos climáticos. A força de trabalho propõe também a aprovação de projetos de infraestrutura sustentável, além da melhor inclusão financeira e apoio regulatório para pequenos e médios negócios.

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Segundo defende o grupo no documento, atrair investimentos na agenda climática passa por rever o papel dos bancos de desenvolvimento, assim como revisar o ambiente regulatório, buscando o crescimento sustentável e uma transição justa em mercados emergentes até 2030. Os investimentos climáticos, sustentam os autores do documento na primeira recomendação, devem deixar de ser vistos como um fardo e passarem a ser reconhecidos como uma oportunidade sem precedentes ao crescimento econômico.

A segunda recomendação é aumentar o pipeline de projetos, junto com a aceleração dos processos de licenciamento para a infraestrutura de transição à economia de baixo carbono e resiliente às mudanças climáticas. A avaliação é de que a demora nos processos de licenciamento é um dos maiores gargalos do desenvolvimento sustentável, especialmente em projetos de infraestrutura relacionados à transição energética e resiliência climática. Acelerar esses processos não apenas agiliza a implantação dos projetos, como também aumentaria a atratividade dos investimentos para o setor privado.

Por fim, o documento recomenda ações para melhorar a inclusão financeira e o apoio regulatório a micro, pequenas e médias empresas. O grupo destaca o papel crucial dessas empresas ao crescimento econômico sustentável e inclusivo, especialmente em economias emergentes. As pequenas empresas, no entanto, enfrentam diversos obstáculos em sua integração às cadeias de valor, como a dificuldade de acesso ao financiamento, a falta de capacidade técnica e gerencial para adequação a padrões de qualidade e regulatórios, assim como o ambiente de regulamentações complexas e onerosas.

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Para superar os obstáculos, a força de trabalho propõe, entre as ações políticas, simplificar os processos administrativos e regulatórios, visando acesso mais fácil ao comércio e financiamento climático. As sugestões incluem ainda o desenvolvimento de plataformas digitais, fáceis de usar, de antecipação de pagamentos, além de incentivos para o fornecimento de crédito por parte de grandes corporações.

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