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FPE leva a Haddad proposta de desoneração linear de folha para todos setores

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A Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) levou ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, uma proposta de desoneração linear e definitiva da folha de pagamento para todos os setores, como uma forma de compensar o aumento da tributação do setor de serviços - um dos maiores entraves à reforma tributária. A FPE é composta por 230 parlamentares (189 deputados e 41 senadores).

"O ministro Haddad foi de uma abertura gigantesca com a FPE. Dissemos que, com a desoneração da folha de pagamentos, há possibilidade de equilibrar reforma tributária. Nossa proposta é de uma transição, desonerando gradualmente a folha de salários e aumentando a calibragem do IVA dos serviços", afirmou o presidente da Frente, deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP), após o encontro.

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O governo, por outro lado, gostaria de abordar os descontos na folha somente após a mudança na tributação do consumo, atrelando o benefício à tributação de dividendos na reforma dos impostos sobre a renda.

Bertaiolli lembrou que a atual desoneração da folha para 17 setores da economia se encerra no fim do ano. "O governo sabe que terá dificuldades em não renovar a desoneração da folha. O justo é que todos os setores sejam beneficiados", completou.

O deputado também relatou o compromisso de Haddad em não alterar o Simples Nacional na reforma tributária, mas cobrou do ministro a correção do teto do regime. Em 2016, a última atualização fixou o limite de R$ 4,8 milhões de faturamento anual, mas nem todos os Estados aderiram a esse valor. "A Fazenda vai estudar as premissas. Defendemos a atualização pelo IPCA, que elevaria o teto do Simples para R$ 8,3 milhões. O ministro não se comprometeu, mas ficou de estudar a questão", acrescentou.

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'Contrabando digital'

A FPE ainda levou à equipe da Fazenda a preocupação com o chamado "contrabando digital" de produtos chineses que seriam subtaxados na entrada no País. "São oito cargueiros por semana de produtos da China subfaturados, com valor abaixo de US$ 50, dividindo uma mesma compra em vários pacotes para escapar da tributação. São bilhões de reais não arrecadados", concluiu.

O deputado federal e membro da FPE Danilo Forte (União-CE) também participou do encontro e reforçou, na seara tributária, a defesa por uma política de combate à evasão fiscal para garantir compensação em eventuais mudanças na cobrança de impostos.

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"Essa evasão fiscal se dá em diferentes segmentos do comércio internacional, na questão dos aplicativos de jogos, de apostas, volume de recursos é muito grande e não pagam nada de imposto no País", disse ele aos jornalistas.

O parlamentar afirmou ainda que a própria desoneração da folha pode ser compensada pelo combate à evasão fiscal, além da redistribuição de alíquotas.

O senador e também membro da FPE, Esperidião Amin (PP-SC), reforçou que a reforma tributária, no entanto, não depende apenas do governo e do Congresso. "Nenhum de nós vai votar divorciado do seu município ou da economia da sua região", explicou.

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