Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Fogão a lenha vira hit com alta do gás

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O microempreendedor Reginaldo Alves tem sentido no caixa o impacto da disparada de dois preços-chaves da economia: do gás de cozinha e da carne. Instalado num pequeno galpão em Pindamonhangaba (SP), município da região do Vale do Paraíba, desde 2016 ele fabrica fogão a lenha e churrasqueira.

No mês passado, Alves vendeu 25 fogões a lenha portáteis, usados pelas famílias para cozinhar no dia a dia. "Foi o melhor mês de vendas de fogão a lenha, superou até o pico que houve na greve dos caminhoneiros, em maio de 2018."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Em contrapartida, as vendas de churrasqueiras decepcionaram. Não passaram de 15 unidades em agosto. Em épocas normais, chegariam a 30. Em outros anos, em agosto, quando o frio termina, as pessoas já começam a se preparar para as confraternizações, e a procura por churrasqueiras aumenta, explica Alves. Já a demanda por fogão a lenha normalmente não passa de oito unidades mensais.

O microempreendedor atribui a inversão nas vendas à inflação da carne e do gás, que reduziu o apetite pelo churrasco e fez o brasileiro de menor renda recorrer ao fogão a lenha portátil para economizar no combustível.

Em 12 meses até agosto, o preço de ambos os produtos subiu 31%, o triplo da inflação geral, de 9,30%, acumulada no período, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os preços do botijão de gás e o da picanha bovina, o corte preferido para o churrasco, hoje beiram os R$ 100.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O galope das cotações dos dois itens mudou a lógica do negócio de Alves. "Neste ano está diferente: estou ganhando com a alta do gás e perdendo com aumento do preço da a carne", diz o microempreendedor, que resume duas faces do mesmo problema: o descontrole da inflação.

Feito de tijolo refratário e ferro, o valor do fogão a lenha portátil é superior ao da churrasqueira. O modelo mais vendido hoje, de três bocas, custa R$ 650. Já a churrasqueira, fabricada a partir de tambores reciclados, sai por R$ 285.

Apesar do valor maior, Alves diz que a margem de lucro no fogão é menor em relação à da churrasqueira. Mas, segundo o microempreendedor, o que pesa mais para ele não é o ganho. "Pessoalmente, preferia estar vendendo 25 churrasqueiras a R$ 285 a 25 fogões a R$ 650", afirma. O motivo é a finalidade do produto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele, que muitas vezes faz as entregas aos clientes, reconhece que fica muito mais satisfeito com a reação do comprador quando recebe a churrasqueira, já planejando as reuniões. No caso do fogão a lenha, o clima é diferente. "A primeira coisa que falam é que estão comprando para cozinhar o feijão, e a gente vê o desespero das famílias para economizar algum dinheirinho para poder comprar alimento, pagar a conta de luz."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV