Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

FMI alerta para impacto de caos bancário no PIB global: cresceria 2,5% e não 2,8% em 2023

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Fundo Monetário Internacional (FMI) traça um "cenário alternativo" às suas projeções econômicas que considera efeitos danosos da recente turbulência bancária no desempenho da economia mundial neste ano. A expansão do Produto Interno Bruto (PIB) global desaceleraria para 2,5% em vez de uma alta de 2,8%, cenário base do organismo, conforme o seu relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), publicado nesta terça-feira, 11, no âmbito das reuniões de Primavera do FMI, as chamadas Spring Meetings.

"Seria o resultado mais baixo desde a desaceleração global de 2001, excluindo a crise inicial da covid-19 em 2020 e a crise financeira global em 2009", diz o FMI, no documento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, havia antecipado que o Fundo traria um cenário em paralelo às suas projeções, contabilizando os efeitos negativos desencadeados pela recente turbulência bancária após o colapso de três bancos nos Estados Unidos e a venda às pressas do Credit Suisse ao UBS. "Claramente, os riscos negativos aumentaram. Não há dúvida sobre isso", destacou.

Neste cenário alternativo, os efeitos negativos tendem a ser maiores nas economias avançadas do que naquelas de mercados emergentes, com o crescimento caindo abaixo de 1% em comparação com 1,3% no cenário base, segundo o Fundo. Os Estados Unidos, a zona do euro e o Japão teriam as maiores quedas no crescimento em comparação com a linha de base: cerca de 0,4 ponto porcentual menor em 2023.

"Países com maior exposição comercial aos Estados Unidos, como México e Canadá, sofreriam um impacto mais acentuado. Aqueles com exposições menores como, por exemplo, a China, seriam menos afetados", avalia o FMI.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com o organismo, o cenário alternativo plausível assume um aperto adicional moderado nas condições de crédito e maiores spreads para empresas e famílias. "As condições de financiamento para todos os bancos são mais apertadas, devido a uma maior preocupação com a solvência dos bancos e potenciais exposições em todo o sistema financeiro", avalia o Fundo, citando ainda uma supervisão mais rígida e que também contribui para um comportamento mais cauteloso dos bancos.

No cenário alternativo, a expectativa do FMI é de que o estoque de empréstimos bancários reais nos Estados Unidos caia 2%, enquanto os spreads bancários corporativos, diferença de quanto um banco para captar e o quanto cobra para emprestar subiria em 150 pontos base, em média, em 2023. Uma queda semelhante no crédito e no aumento dos spreads ocorreriam na zona do euro e no Japão, com o aperto gradualmente se dissipando após 2023, prevê o Fundo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV