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Fitch eleva rating da Argentina para 'B-', com perspectiva estável

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A Fitch Ratings elevou a classificação de risco de emissor em moeda estrangeira e local de longo prazo da Argentina de 'CCC+' para 'B-', em relatório divulgado na terça-feira. A perspectiva é estável.

Segundo a agência de classificação de risco, o rating da Argentina reflete melhorias estruturais nos balanços fiscais e externos, progresso nas reformas econômicas, melhores perspectivas para a acumulação de reservas cambiais e expectativa de que o governo garantirá financiamento adequado para cobrir as obrigações de dívida.

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A classificação, contudo, é limitada por uma posição de liquidez que permanece fraca para gerenciar potenciais choques de confiança, aos quais a Argentina tem sido particularmente vulnerável.

A Fitch aponta que a posição externa da Argentina melhorou estruturalmente à medida que o país emergiu como exportador líquido de energia, reforçando sua resiliência ao atual choque de preços de energia global.

Em uma mudança de política pós-eleitoral, o governo buscou priorizar a acumulação de reservas, visando pelo menos US$ 10 bilhões a US$ 17 bilhões em compras de câmbio este ano, ajudando a garantir o acordo em nível de equipe do Fundo Monetário Internacional (FMI) na segunda revisão do programa de Facilidade de Fundo Ampliado, enfatiza.

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"As reservas internacionais líquidas permanecem baixas quando se contabilizam passivos cambiais de curto prazo (repos, requisitos de reserva, a linha de swap cambial, etc.), embora esperemos que elas aumentem em US$ 8 bilhões este ano, em linha com a nova meta do FMI", acrescenta a Fitch.

A agência também alerta que as eleições presidenciais e legislativas em outubro de 2027 podem deixar os mercados financeiros sensíveis, como visto antes das eleições de meio de mandato do ano passado. "Argentina continua vulnerável a um choque de confiança, especialmente se a corrida eleitoral prenunciar uma mudança significativa de política em relação às configurações atuais", diz.

Os títulos da dívida argentina em dólares subiram nesta quarta-feira após a elevação do rating para seu nível mais alto desde 2019, segundo a Bloomberg.

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