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Fitch: eleição pode elevar protecionismo dos EUA, com efeito sobre China, México e Canadá

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A agência de avaliação de risco de crédito Fitch Ratings prevê que o resultado das eleições de novembro nos EUA pode trazer novo aumento no protecionismo comercial americano. E o México, China e Canadá, que respondem por mais de 40% das importações americanas, seriam os países mais vulneráveis a aumentos generalizados nas medidas protecionistas.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, 28, a Fitch observou que, em termos de participação nas exportações, México e Canadá se destacam, já que os EUA respondem por cerca de quatro quintos de todas as exportações de bens desses países. Em termos de proporção ante o tamanho da economia, as exportações para os EUA respondem por mais de 20% do Produto Interno Bruto do México, Canadá e Vietnã.

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A proporção das exportações de bens para os EUA em relação ao PIB da China é muito menor, de 3%. O déficit comercial americano com a China diminuiu desde o pico registrado em 2018, pontuou a agência. Mesmo assim, os setores de máquinas e equipamentos elétricos chineses aparecem como vulneráveis a medidas, já que respondem por quase metade das importações dos EUA, com os computadores e telefones representando cerca de um quinto.

A mistura de importações do Canadá reflete o papel importante da energia, uma vez que o petróleo bruto responde por um quinto da pauta de bens exportados, enquanto carros e peças compreendem 11%. Em relação ao México, as exportações de produtos elétricos e veículos respondem por mais de 60%.

Já as importações dos EUA de bens produzidos da União Europeia (UE) têm uma gama mais variada, com máquinas respondendo por 22% das importações, enquanto produtos farmacêuticos cobrem quase um quinto e veículos cerca de 13%.

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