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FGV/Icomex: Trump produziu choque com guerra, que afeta petróleo e fertilizantes no curto prazo

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O presidente norte-americano Donald Trump produziu "um novo choque" com a guerra no Irã, que penalizará mais, no curto prazo, o mercado de petróleo e fertilizantes, em meio aos anúncios de trégua e acirramento da tensão no Oriente Médio. O resultado final é mais incerteza no cenário internacional. A avaliação é do relatório do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) divulgado nesta terça-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

"O não cumprimento das regras do direito internacional estabelecidas pelas instituições multilaterais torna cada vez mais imprevisível e incerto o cenário internacional, que passa a ter efeitos em toda a agenda das relações econômicas internacionais", apontou o Icomex.

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Segundo o relatório da FGV, a incerteza permeia a política de Trump, mas não necessariamente gera os reflexos esperados pelo presidente dos Estados Unidos.

"Em recente artigo, Richard Baldwin argumenta que Trump não destruiu o sistema mundial de comércio, pois predominou o seu comportamento de avanços e recuos, que ficou popularizado como TACO (Trump Always Chickens Out). Esse comportamento acabou por estimular a procura por novos mercados e parceiros, mais do que um aumento tarifário. O parceiro Estados Unidos passou a ser 'não confiável', o que para os negócios afasta as transações", frisou a FGV. "Decisões de comércio requerem um horizonte de regras estáveis, e a procura por novos mercados pelas empresas brasileiras poderá consolidar nova configuração na geografia do comércio para certos setores/empresas."

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 6,4 bilhões em março de 2026, ante US$ 7,7 bilhões em março de 2025. No acumulado de 2026, o superávit brasileiro foi de US$ 14,2 bilhões, acima dos US$ 9,6 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

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"Na comparação entre o primeiro trimestre de 2025 e 2026, a participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras caiu de 12,5% para 9,5%, enquanto a da China aumentou de 25,5% para 29,0%. Se um dos objetivos da política comercial de Trump é diminuir a presença da China na América Latina, o tarifaço produziu o resultado oposto", frisou a FGV.

Nas trocas comerciais com a China, o Brasil saiu de um superávit de US$ 580 milhões no primeiro trimestre de 2025 para US$ 5,98 bilhões no primeiro trimestre de 2026, enquanto com os Estados Unidos houve elevação do déficit de US$ 750 milhões para US$ 1,39 bilhão no período.

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