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FGV: Confiança do Comércio cai 2,7 pontos em março ante fevereiro, para 84,6 pontos

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O Índice de Confiança do Comércio (Icom) recuou 2,7 pontos na passagem de fevereiro para março, para 84,6 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o Icom caiu 1,3 ponto em março.

"A confiança do comércio recuou pelo segundo mês consecutivo, tendo novamente como principal fator a deterioração das expectativas. A queda foi influenciada, sobretudo, pela piora nas perspectivas sobre a tendência dos negócios, que passaram a indicar pessimismo para os próximos meses. Ao mesmo tempo, as avaliações sobre a demanda atual também se enfraqueceram, atingindo patamar próximo ao observado em 2020, reforçando o quadro de pressão sobre a confiança", avaliou Geórgia Veloso, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

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Em março, houve piora da confiança em cinco dos seis principais segmentos do setor.

"O varejo encerra o primeiro trimestre de 2026 em um ambiente ainda desafiador, com a política monetária ainda restritiva no curto prazo e elevado endividamento das famílias. Apesar da resiliência do mercado de trabalho, a renda não tem sido suficiente para aquecer a demanda no setor", completou Veloso.

O Índice de Situação Atual (ISA-COM) caiu 0,8 ponto, para 84,8 pontos. O Índice de Expectativas (IE-COM) desceu 4,4 pontos, para 85,1 pontos.

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Entre os quesitos que compõem o IE-COM, o item que mede as perspectivas de vendas nos próximos três meses recuou 2,9 pontos, para 89,2 pontos, enquanto a expectativa sobre a tendência dos negócios nos próximos seis meses cedeu 5,7 pontos, para 81,6 pontos.

No ISA-COM, o item que avalia a situação atual dos negócios subiu 0,1 ponto, para 86,3 pontos, e o indicador de volume de demanda atual encolheu 1,8 ponto, para 83,6 pontos, menor patamar desde junho de 2020.

"A queda das expectativas após o pico em janeiro, aliada à piora das avaliações sobre o momento atual, com a percepção da demanda no menor patamar desde 2020, reforçam o cenário de perda de confiança", justificou Veloso.

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A Sondagem do Comércio de março coletou informações entre os dias 2 e 25 do mês.

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