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Fed: Warsh diz que CPI de hoje não é 'missão cumprida' e redobra compromisso com meta de 2%

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O presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, disse nesta terça-feira (14) que a inflação é uma escolha e que ele está "redobrando" o compromisso com meta de 2%. Warsh definiu que "missão cumprida" não é sua visão após o índice de preços ao consumidores (CPI, em inglês) nos EUA vir nesta terça abaixo do esperado e que ainda há muito o que fazer para que "tudo esteja bem".

"Fed dispõe das ferramentas necessárias para garantir a estabilidade de preços", afirmou em uma audiência do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes dos EUA. "Queremos que crescimento seja mais abrangente, mas com inflação moderada", acrescentou.

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Warsh também criticou o arcabouço do BC de 2020, alegando que houve um erro: "fui muito crítico a isso". Na época, para conter os efeitos da pandemia de Covid-19, o Fed comprou bilhões em títulos do Tesouro e títulos lastreados em hipotecas.

Segundo ele, não é preciso escolher entre preços estáveis e pleno emprego, pois o duplo mandato não está em conflito. "Mercado de trabalho está resiliente e em equilíbrio bastante bom, mas temos mais trabalho a fazer nos preços", salientou, frisando que pretende acabar com o fardo que é a inflação para os americanos.

Sobre independência do BC americano, Warsh prometeu que o mercado de previsões não influenciará interesses da instituição e que 'devemos nos manter afastado da política fiscal".

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Perguntado sobre se o presidente dos EUA, Donald Trump, pode tentar interferir na trajetória de juros, o dirigente respondeu: "se governo tentar interferir na política, continuarei a fazer meu trabalho; Vou seguir os dados e as leis, mesmo que criticas venham". Warsh ainda ressaltou que o Fed não quer se envolver em operações de resgate financeiro, incluindo o mercado de criptomoedas.

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