Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Fechamento câmbio: Dólar tem leve alta com aversão global a risco e tensão eleitoral

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O dólar exibiu leve alta frente ao real nesta quinta-feira, 22, alinhado à valorização da moeda americana em relação a divisas emergentes. O dia foi marcado por aversão ao risco nos mercados globais, diante de temores relacionados a investimentos em inteligência artificial (IA) e de nova escalada dos preços do petróleo.

O real apresentou desempenho similar ao de seus pares latino-americanos, apesar das incertezas em torno do desfecho da corrida presidencial, após pesquisas mais recentes confirmarem o quadro de empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Há um movimento de 'risk-off' hoje quinta-feira, com questionamentos sobre o crédito ao setor de IA, além da alta do petróleo. Não é algo específico do Brasil", afirma o economista-chefe do grupo CPVAR, Marcelo Fonseca. "Na semana passada, houve reversão parcial da euforia com o resultado do primeiro turno da eleição. Nesta semana, vemos uma estabilização do câmbio. O cenário ainda é de favoritismo de Flávio, apesar das pesquisas mostrarem empate técnico."

Após oscilação de pouco mais de três centavos entre a mínima (R$ 5,0226) e a máxima (R$ 5,0559), o dólar à vista terminou o dia a R$ 5,0394, avanço de 0,23%. Apesar de dois dias seguidos de alta, a moeda americana ainda recua 0,67% na semana, com perdas acumuladas de 2,62% em outubro.

Pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta quinta pela manhã trouxe queda de 1,5 ponto para 1,1 ponto na diferença entre as intenções de voto de Flávio (45,2%) e Lula (44,1%), em relação ao levantamento anterior. Já a sondagem PoderData/Aya mostra o candidato do PL com 49%, ante 48% de Lula. As expectativas se voltam agora para a pesquisa Datafolha, que sai a partir das 19h.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o economista-chefe do grupo CPVAR, uma eventual vitória de Flávio tende a levar o dólar a "buscar R$ 4,95 ou R$ 4,90", ao passo que a reeleição de Lula provocaria uma disparada da taxa de câmbio rumo a R$ 5,30, em razão do aumento dos temores fiscais.

"É um quadro assimétrico, porque o nível atual do câmbio já reflete parte do rali após o primeiro turno", afirma Fonseca, que vê os prêmios de riscos comprimidos por alguns meses caso Flávio seja eleito. "O mercado vai dar o benefício da dúvida para ele. Vai ter um período de lua de mel."

Referência do comportamento da moeda americana em relação a uma cesta de seis divisas fortes, o índice DXY operou em leve queda ao longo do dia e recuava 0,14% por volta das 17h, a 101,637 pontos, sobretudo por conta das perdas de cerca de 0,80% do dólar frente ao iene.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As taxas dos Treasuries recuaram em bloco, refletindo um movimento tradicional de busca por proteção. O contrato do Brent para dezembro fechou em alta de 4%, a US$ 113,17, nos maiores níveis desde maio, com a escalada dos ataques entre os Houthis, grupo aliado ao Irã, e a Arábia Saudita.

"É um dia clássico de busca por segurança nos Treasuries como não víamos há algum tempo. Os rendimentos dos títulos americanos despencam em razão das preocupações com o setor de tecnologia", afirma, em nota, o economista Mohamed El-Erian, ex-CEO da gestora Pimco, ressaltando que a escalada do petróleo passou a alimentar também preocupações com o crescimento, e não apenas com a inflação.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV