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Fazenda eleva projeção do IPCA de 2025 para 4,9%, acima do teto da meta

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O Ministério da Fazenda aumentou a sua projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 para 4,9% - acima do teto da meta, de 4,5% - no Boletim Macrofiscal divulgado nesta quarta-feira, 19, pela Secretaria de Política Econômica (SPE). A projeção era de 3,6% no boletim anterior, de novembro, e de 4,8% no documento "2024 em retrospectiva e o que esperar de 2025", publicado em fevereiro.

"Frente às variações acumuladas em 12 meses até fevereiro, a expectativa até o final do ano é de desaceleração nos preços monitorados e de alimentos, de estabilidade na inflação de serviços e de aceleração nos preços de bens industriais", diz a SPE. "As medidas para conter o avanço nos preços de alimentos podem contribuir para melhorar esse cenário, assim como a manutenção do câmbio em patamar mais próximo de R$ 5,80."

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Nas contas da pasta, a isenção de ICMS sobre a cesta básica teria impacto negativo de 0,46 ponto porcentual no IPCA de 2025, se adotada por todos os Estados. O impacto apenas na inflação de alimentos poderia atingir 2,91 pontos. O governo federal zerou este mês os tributos sobre a cesta básica, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que os governadores façam o mesmo.

"A isenção do ICMS em produtos da cesta básica pode impactar a inflação de alimentos ainda em 2025 se efetivamente implementada pelos governadores. Já está prevista alíquota zerada para esses produtos a partir de 2027, com a reforma tributária. Zerar o ICMS agora permitiria antecipar a redução nos preços de alimentos, beneficiando consumidores. Trata-se de antecipar a eliminação de imposto de caráter regressivo, incidente em maior proporção da renda dos mais pobres", diz a SPE.

A Fazenda também afirma que a remoção das tarifas de importação sobre alguns alimentos, anunciada pelo governo neste mês, deve ajudar a diminuir a inflação de alimentos, embora o efeito seja mais incerto.

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"As medidas propostas têm como objetivo mitigar pressões nos preços de alimentos, retirando barreiras de natureza tarifária e regulatória, que oneram a inflação de vários produtos. Como consequência, tendem a estimular importações e melhorar a circulação de alimentos no Brasil, levando a aumento da concorrência e a menores pressões nos preços de alimentos", afirma a SPE.

A Fazenda atualizou a projeção de IPCA de 2026 de 3,4% para 3,5%, devido principalmente a efeitos inerciais. "De 2027 em diante, projeta-se IPCA próximo ao centro da meta de inflação 3%", diz a pasta.

A SPE atualizou as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025 para 4,8%, ante 3,4% no último boletim macrofiscal. A previsão para 2026 passou de 3,3% para 3,4%. A projeção para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu de 4,9% para 5,8% este ano, e atingiu 4,4% em 2026.

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