Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Exterior positivo é incapaz de animar Ibovespa que espera regras fiscais

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A alta firme e forte das bolsas em Nova York nesta terça-feira é insuficiente para animar o Ibovespa, mesmo após uma série de três pregões seguidos de queda. Na segunda-feira, fechou em baixa de 0,48%, aos 103.121,36 pontos. Aqui, a agenda de indicadores está esvaziada hoje e ao longo desta semana, e o mercado está no aguardo de novidades sobre a reforma tributária e de uma definição do novo arcabouço fiscal.

"Não temos divulgação de dados macroeconômicos relevantes - apenas sai Pnad na sexta. Vemos um movimento de final de processo da âncora fiscal que agora está passando pelo crivo político para depois ser levada ao Congresso. É um processo de espera, e o mercado está tentando identificar quais serão as diretrizes da proposta", avalia a economista-chefe da CM Capital Markets, Carla Argenta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Ao mesmo tempo fica no radar a persistente preocupação com o setor financeiro mundial, o que pode atrapalhar captações de empresas brasileiras no exterior, após o anúncio da quebra de dois bancos nos Estados Unidos. As autoridades dos EUA seguem atuando para evitar uma crise sistêmica.

Algumas ações de bancos caem hoje, com alguns papéis ocupando o grupo das oito maiores quedas do Ibovespa, caso de Banco Pan, que perdia quase 3,50% perto de 11h e Itaú Unibanco PN, que cedia 0,93%. A maior retração, contudo, era de grupo Natura, com recuo de 15,53%, após sair de lucro para prejuízo líquido de cerca de R$ 890 milhões no quarto trimestre.

Os temores de contágio da falência do Silicon Valley Bank (SVB) e do Signature Bank têm reforçado a percepção de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) poderá diminuir o ritmo de alta dos juros na semana que vem. Neste sentido, o mercado avalia o CPI americano, que ficou em 0,4% em fevereiro ante janeiro e em 6,0%, resultados em linha com o esperado. Já o núcleo do índice de inflação ao consumidor americano subiu 0,5% na margem, superando a previsão de 0,4%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como os dados vieram em linha, no geral, Bruno Takeo, analista da Ouro Preto Investimentos, avalia que, por enquanto, levam a uma leitura positiva, ao mostrar leve arrefecimento em relação à tendência de inflação recente. "Mas com este problema dos bancos regionais, isto pode levar o Fed a rever o plano de alta de juros", analisa.

Por ora, o Rabobank diz que está avaliando o mercado volátil para decidir se manterá sua visão de que o Fed permanecerá "hawkish".

Carla, da CM Capital, também olha o CPI com cuidado. Na visão da economista, embora o dado de face tenha ficado em linha com o esperado, a característica da inflação norte-americano é ruim, ao mostrar aceleração dos núcleos do indicador, o que aconteceu em outros meses, não só em fevereiro. "O processo de inflação segue preocupante, está cada vez mais pulverizada", avalia. Por isso, mantém a expectativa de elevação dos juros dos EUA em meio ponto porcentual no encontro do Fed na semana que vem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar da queda do petróleo no exterior acima de 1% e do minério de ferro em Dalian, na China, de 0,22%, as ações da Petrobras e da Vale subiam mais de 1%. Já as da Eletrobras cediam entre 0,91% (ON) e 0,09% (PNB). A empresa encerrou 2022 com lucro líquido consolidado de R$ 3,638 bilhões, o que representa uma queda de 36% ante o reportado durante o ano de 2021.

Às 10h55, o Ibovespa tinha alta de 0,45%, aos 103.580,82 pontos.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV