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Exterior e espera de pacote fiscal ao Congresso impedem alta do Ibovespa por commodities

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O compasso de espera dos investidores pela apresentação do programa fiscal ao Congresso, entre esta quarta-feira e a quinta-feira, e o feriado de Ação de Graças na quinta-feira nos Estados Unidos impedem o Ibovespa de avançar devido à valorização de 1,08% do minério de ferro hoje em Dalian, na China.

Com o feriado de amanhã nos EUA e a sessão encurtada nos mercados americanos na sexta-feira, a liquidez na Bolsa pode minguar. Ontem, o Índice Bovespa encerrou a sessão em alta de 0,69%, aos 129.922,38 pontos.

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Às 11h31, o Ibovespa caía 0,12%, aos 129.761,78 pontos, ante mínima aos 129.478,35 pontos (-0,34%), depois de subir 0,28%, na máxima aos 130.282,83 pontos. O recuo era contido na alta das ações da Vale, com 0,42%, e Petrobrás.

Os papéis da estatal subiam na faixa de 0,20% a despeito do viés de baixa do petróleo no exterior. Na China, onde houve sinais de melhora da indústria. O lucro industrial no país caiu 10% em outubro ante igual mês do ano passado, apresentando sinais de melhora ante o tombo de 27,1% de setembro.

Para Rubens Cittadin, operador variável da Manchester Investimentos, o anúncio das medidas já está precificado no Índice Bovespa. "Isso é o que tem sustentado certo otimismo. Caso contrário, poderíamos ver o Ibovespa mais para baixo mesmo com bons resultados trimestrais da maioria das empresas brasileiras. Só que enquanto não vermos o teor do pacote, continuaremos a ver o mercado menos direcional", diz, completando que o pacote deveria focar mais em cortes de benefícios.

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Conforme o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o plano deve incluir mudanças nas regras para concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), no abono salarial, na política de reajuste do salário mínimo e na previdência e pensão de militares.

Além de monitorarem o noticiário sobre o pacote de corte de gastos, os investidores vão avaliar principalmente dados de emprego do Brasil, de atividade e de preços nos Estados Unidos.

A expectativa é que o índice PCE americano de outubro, que sairá no final da manhã, reforce a leitura de lentidão do ciclo desinflacionário, pontua em relatório Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria. Se isso for confirmado, manterá o quadro indefinido para a próxima decisão do Federal Reserve (Fed), ainda que a aposta de um novo corte de 0,25 ponto porcentual siga com leve favoritismo, diz.

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Aqui, será divulgado o Caged de outubro às 14h30. Nos EUA, saíram mais cedo o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre e o PCE trimestral nos EUA. O PIB do país cresceu ao ritmo anualizado de 2,8% no terceiro trimestre de 2024. O resultado confirmou o dado inicialmente divulgado e as projeções de analistas.

Já o índice de preços de gastos com consumo, PCE, subiu ao ritmo anualizado 1,5% no terceiro trimestre, dentro do esperado. "O mercado quer mesmo ver como virá o PCE mensal", diz Cittadin, da Manchester.

Quanto ao fiscal, O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve se reunir com líderes da Câmara e com o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), para discutir o pacote de corte de gastos do governo. Ainda nesta quarta ou na manhã de amanhã, Haddad deve repetir o mesmo com líderes do Senado e o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

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