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Exterior anima Ibovespa apesar de queda de minério e ruído sobre corte de preço na gasolina

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O apetite a risco no exterior, em meio a novos indícios de mais cortes de juros nos Estados Unidos e balanços positivos de grandes bancos norte-americanos, estimula o Ibovespa no início do pregão desta quarta-feira, 15. O recuo de 1,46% do minério de ferro hoje em Dalian e recorrentes temores fiscais no Brasil, bem como com relação à política monetária, seguem no radar. Também fica no foco o vencimento de opções sobre o Índice Bovespa.

Na agenda, o destaque é a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As vendas do comércio varejista subiram 0,2% em agosto ante julho, igual à mediana das projeções. No conceito ampliado, cresceram 0,9%, acima da mediana de 0,7%. Apesar de os números reforçarem resiliência da atividade, o que confirma a perspectiva de que não haverá queda da Selic no curto prazo, ações mais sensíveis ao ciclo econômico avançam, ajudando o Ibovespa.

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No exterior, em discurso ontem, Powell não alterou as expectativas do mercado de mais quedas de juros neste ano nos EUA. As dirigentes Michelle Bowman e Susan Collins também foram nessa direção. Ao mesmo tempo, a tensão sino-americana continua no radar.

"O mercado já compro a ideia de mais dois cortes nos juros americanos neste ano. Seria muito difícil reverter, embora haja riscos com a inflação devido às tarifas", avalia Marcos Praça, diretor de Análise na ZERO Markets.

Em relação à safra de balanços norte-americana, saíram os números do Morgan Stanley e do Bank of America (BofA). O primeiro teve lucro líquido de US$ 4,61 bilhões no terceiro trimestre de 2025, um salto de 44,5% em relação aos US$ 3,19 bilhões apurados em igual período do ano passado. Entre julho e setembro, o lucro diluído por ação do banco americano ficou em US$ 2,80, superando o consenso, de US$ 2,10.

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Já o lucro do BofA atingiu US$ 8,5 bilhões no terceiro trimestre, um aumento de 23% em comparação ao ganho de US$ 6,9 bilhões apurado em igual período de 2024. O lucro diluído por ação do banco americano entre julho e setembro foi de US$ 1,06, acima da projeção de analistas , de US$ 0,95.

"Bancos indo bem lá fora, aqui também vão", diz Bruno Takeo, estrategista da Potenza. No Brasil, a temporada de resultados começa no fim do mês com grandes bancos. "Os resultados nos Estados Unidos podem ser um indício, podem gerar expectativas positivas."

Já a Vale divulgará o seu relatório de produção e vendas referente ao terceiro trimestre de 2025 na próxima terça-feira após o fechamento do mercado. Pelas estimativas da Genial Investimentos, no minério de ferro, a estimativa é de produção de 93,9 Mt (+12,4% t/t; +3,3% a/a) e embarques de 72,3 Mt (+6,9% t/t).

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A Petrobras, por sua vez, informará seus números no dia 24. O Citi estima que produção de petróleo atinja cerca de 2,4 milhões de barris por dia, aumento de 5% sobre o trimestre anterior, o que, combinado com vendas de combustíveis mais altas, pode levar a Petrobras a anunciar dividendos resilientes à frente (dividend yield de 2%).

Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,07%, aos 141.682,99 pontos.

Às 11h45 desta quarta-feira, o Índice Bovespa subia 0,54%, aos 142.441,30 pontos, ante alta de 0,86%, na máxima aos 142.897,90 pontos, de mínima aos 141.153,91 pontos (-0,37%), e abertura em 141.682,99 pontos.

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Petrobras avançava entre 0,03% (PN) e 0,16% (ON). O petróleo moderava alta a 0,36%, o que limitava avanço dos papéis da estatal. Além disso, há relatos de corte nos preços dos combustíveis pela Petrobrás. Vale, 1,15%, apesar do recuo do minério de ferro de quase 1,50% hoje em Dalian. Bradesco tinha a maior alta do segmento, de 0,90%.

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