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Expectativa de acordo próximo entre EUA e Irã derruba taxas de juros na sessão

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Já em firme queda por toda a extensão da curva desde a abertura, os juros futuros negociados na B3 acentuaram o ritmo de baixa na segunda etapa do pregão, recuando quase 0,5 ponto nos vértices intermediários no fim da tarde. O movimento, que voltou a colocar na mesa a chance de novo corte da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima semana, ocorreu em sincronia com o exterior, em meio a notícias mais positivas sobre o conflito no Oriente Médio.

O estopim para a melhora adicional das taxas futuras, após seguidos dias de estresse no mercado de renda fixa devido ao recrudescimento do cenário doméstico, desta vez veio de fora: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou ter cancelado ataques e bombardeios programados que iriam ocorrer contra o Irã nesta noite, após avanços nas negociações com Teerã. Em seguida à afirmação, os principais contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) tocaram mínimas intradia, e continuaram queimando prêmios no restante da sessão.

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Também ajudaram na descompressão novos relatos de Trump à mídia dos EUA sobre um acordo de paz com o país persa, que, segundo ele, está "praticamente concluído". Em coletiva de imprensa concedida posteriormente, o republicano afirmou que os documentos da tratativa serão finalizados nos próximos dias, e sua assinatura deve ocorrer "em breve, talvez no fim de semana".

Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 diminuiu de 14,481% no ajuste da véspera para 14,31%. O DI para janeiro de 2029 cedeu a 14,505%, vindo de 14,968% no ajuste. O DI para janeiro de 2031 anotou queda de 14,841% no ajuste anterior a 14,405%.

Ainda que em sintonia com o alívio no ambiente externo, agentes avaliam que o fechamento da curva local nesta quinta-feira, 11, foi maior do que o observado nos retornos dos Treasuries. Isso pode ser explicado por correções do "exagero" observado nas sessões mais recentes, segundo profissionais, tendo em vista que os DIs chegaram a flertar com o nível de 15%, retirando totalmente da curva expectativas de calibragem adicional da Selic.

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"Acho que estava muito esticado, com o pessoal querendo discutir aumento da Selic aqui. Isso é o fim da picada. Mas quando chegamos a essas discussões, é porque normalmente o preço exagerou", disse um estrategista de uma grande tesouraria à Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).

A chance de redução de 0,25 ponto da taxa em junho apontada pela curva a termo voltou a ser majoritária, com 60% de probabilidade, ante cerca de 30% de quarta, observa Flávio Serrano, economista-chefe do banco Bmg. Já a Selic terminal projetada para 2026 cedeu de 15,05% na quarta a 14,80% nesta quinta - ou seja, ainda embute algum ajuste para cima, uma vez que o juro básico está em 14,50%.

Economista-chefe da BGC Liquidez, Felipe Tavares mantém a perspectiva de que o Copom não vai mexer na Selic em sua decisão da próxima quarta-feira. "Não há nenhum motivo que faça a gente ver um alívio a ponto de o Banco Central cortar. Muito pelo contrário", disse, enumerando a postura mais 'hawk' de banqueiros centrais de países desenvolvidos, a atividade forte nos EUA e, por aqui, o mercado de trabalho aquecido e dados de atividade também acima do previsto, tais como a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

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Publicado nesta quinta pelo IBGE, o dado mostrou que o volume prestado de serviços avançou 1,2% entre março e abril, feitos os ajustes sazonais, o dobro da mediana de 0,6% dos analistas consultados pelo Projeções Broadcast. "Era para a PMS ter feito preço na curva, porque veio muito acima do esperado, mas o dado foi completamente ignorado", comentou Tavares. Para ele, a pesquisa reforçou, assim como a produção industrial, que o BC tem um "desafio gigantesco" pela frente.

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