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Existe incerteza exacerbada no cenário externo, que tem a ver também com fiscal, diz Galípolo

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta sexta-feira, 23, que existe uma incerteza exacerbada no cenário externo, que tem a ver também com a questão fiscal.

Galípolo comentou a política monetária americana, lembrando que a vitória do presidente norte-americano Donald Trump trouxe mudanças no cenário do Federal Reserve, que vinha conseguindo entregar uma desinflação. O presidente do BC lembrou que, no começo de 2025, ganhou força a ideia de que as tarifas anunciadas pelo governo Trump poderiam desacelerar a economia global. No caso do Brasil, ele lembra que havia uma sensação no primeiro trimestre, de que o País tivesse uma posição mais privilegiada que seus pares, pelo fato de ter parceiros comerciais mais diversificados e ser menos dependente do mercado norte-americano.

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"Colocava o Brasil em posição que fosse menos afetado pela questão das tarifas, como por exemplo, o México", discursou Galípolo, no Seminário Anual de Política Monetária, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), no Riod e Janeiro.

Galípolo disse que o "Liberation Day", dia do grande anúncio oficial de tarifaço pelo governo norte-americano, levou a um risk-off, mas com incerteza sobre o dólar como porto seguro. Como consequência, moedas emergentes acabaram sofrendo menos com risk-off do que antes.

"No Brasil, não vimos desvalorização acentuada da moeda", disse ele.

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Quanto aos impactos na economia mundial, o presidente da autoridade monetária disse que o BC quer ver como vai ocorrer a desaceleração da atividade econômica global, e como isso vai se traduzir a preços.

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