Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Excluindo gasolina do índice, IPCA de julho teria sido de -0,11%, diz gerente do IBGE

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho seria de deflação de 0,11% caso o item gasolina fosse excluído da leitura, calculou o analista André Guedes, gerente do IPCA no IBGE, em coletiva após a divulgação.

O IPCA subiu 0,12% em julho. A maior contribuição individual para a alta partiu de gasolina (4,75%; impacto de 0,23 ponto porcentual). O subitem subiu em todas as 16 regiões analisadas pelo índice.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O analista associou o aumento do subitem à reoneração de impostos federais. "A partir de 1º de julho, voltou a cobrança da alíquota cheia de PIS/Cofins sobre a gasolina, o que contribuiu para essa alta", afirmou. Entre os subitens, acrescentou Guedes, a gasolina tem o maior peso na cesta do IPCA, de 4,79%.

Ainda segundo Guedes, o avanço da gasolina explica o aumento do índice de difusão de produtos não alimentícios entre junho e julho, de 52% para 53%. Com o resultado, a gasolina acumula alta de 11,64% no ano e queda de 9,28% em 12 meses.

O IPCA de julho (0,12%) teve a menor taxa positiva de variação desde outubro de 2022, apontou André Guedes. A afirmação desconsidera as deflações registradas no período.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O resultado obtido no mês, segundo Guedes, refletiu movimentos intensos nos três grupos com maior peso no índice. De um lado, houve deflação de Alimentação e bebidas (-0,46%) e Habitação (-1,01%), de outro alta de Transportes (1,50%), enumerou. O analista calculou que, somados, os impactos sobre o índice dos dois grupos deflacionários resultaram em 0,26 ponto porcentual negativo em junho, contra impacto positivo de 0,31 ponto de Transportes.

O avanço de Transportes no período foi puxado principalmente pela gasolina (4,79%). Entre os combustíveis (4,15%), somente óleo diesel (-1,37%) recuou no mês - houve alta de 3,84% de gás veicular e de 1,57% de etanol. As altas de passagem aérea (4,97%) e automóvel novo (1,65%) também contribuíram para o resultado do grupo.

Guedes afirmou que o avanço das passagens aéreas pode estar relacionado ao período de férias escolares. Segundo o analista, essa pressão também pode ter influenciado outros subitens turísticos, o que contribuiu para a alta de serviços (0,25%) no mês. Já o fim do programa de descontos do governo federal explicou o avanço de automóvel novo, ainda de acordo com o Guedes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda em Transportes, houve avanço de pedágio (2,44%), por reajustes realizados em algumas praças de São Paulo, e de táxi (20,19%), por reajuste em Fortaleza. Por outro lado, houve queda de ônibus urbano, por reajuste negativo em Belo Horizonte. Já os ônibus intermunicipais (0,23%) subiram por reajuste no Recife.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV