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Ex-diretor reafirma que acusações do Itaú são 'sem sentido' e que buscará a Justiça

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O ex-diretor Financeiro do Itaú Unibanco, Alexsandro Broedel, voltou a afirmar que as acusações feitas pelo banco contra ele são infundadas, e que buscará a Justiça. Nesta quinta-feira, 30, o Itaú entrou com ação de responsabilidade contra Broedel e o professor de contabilidade Eliseu Martins pedindo ressarcimento por suposto conflito de interesses e apropriação indevida de recursos.

"Causa profunda estranheza que o Itaú levante a suspeita sobre supostas condutas impróprias somente depois de Broedel ter apresentado a renúncia aos seus cargos no banco para assumir uma posição global em um dos seus principais concorrentes", disse Broedel, através de nota enviada por sua assessoria.

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O Itaú afirma que Broedel recebeu cerca de 40% dos valores relativos a serviços de consultoria que Martins prestou ao banco. Os dois seriam sócios em uma empresa de consultoria, e Broedel foi o responsável por aprovar os pagamentos do banco a Martins, configurando conflito de interesse. O executivo não teria informado ao conglomerado sobre a sociedade.

O executivo não respondeu a outras informações incluídas na ação pelos advogados do banco. "Alexsandro Broedel sempre se conduziu de forma ética e transparente em todas as atividades ao longo dos seus 12 anos no banco - algo nunca contestado pelo Itaú, que tem uma rigorosa e abrangente estrutura de controle e compliance, própria de um grupo financeiro com seu porte e importância na economia brasileira."

Broedel deixou o Itaú em meados do ano passado para assumir uma posição no Grupo Santander, na Espanha.

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Ele ainda não tomou posse devido aos procedimentos de transição, mas o Itaú rompeu o chamado "garden leave" (período de não competição) após detectar as supostas irregularidades.

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