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EUA têm expansão mais forte e UE tem recuperação mais gradual que o previsto, diz líder do FMI

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Em discurso em reunião com presidentes de bancos centrais do G20, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, destacou que as economias mundiais enfrentam um cenário de crescimento modesto e crescentes divergências. Segundo ela, "projetamos um crescimento global de 3,3% este ano e no próximo", um patamar estável, mas "bem abaixo da média histórica".

Georgieva ressaltou que os Estados Unidos têm um crescimento mais forte, enquanto a União Europeia apresenta uma recuperação "mais gradual do que o esperado". Nos mercados emergentes, o desempenho em 2025 deve ser semelhante ao do ano passado, com crescimento que "corresponde ao do ano anterior". No entanto, as divergências entre as economias estão aumentando, com riscos concentrados no lado negativo para a maioria dos países.

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"No curto prazo, há algum potencial de alta nos EUA, onde o sentimento positivo pode impulsionar a atividade", afirmou a líder do FMI.

A diretora também chamou atenção para as mudanças significativas nas políticas dos EUA, que incluem ajustes em áreas como comércio, tributação, gastos públicos, imigração e desregulamentação. Essas mudanças, segundo ela, têm implicações não apenas para a economia americana, mas também para o resto do mundo.

"A incerteza em relação às políticas econômicas é alta", destacou Georgieva, acrescentando que "os impactos combinados de possíveis mudanças políticas são complexos e ainda difíceis de avaliar, mas ficarão mais claros nos próximos meses".

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Segundo ela, o processo de desinflação global continua em curso. "Com o resfriamento gradual dos mercados de trabalho e a expectativa de queda nos preços da energia, a inflação deve seguir em trajetória de convergência para as metas dos bancos centrais", disse.

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