Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Estratégia de juros no Brasil começa a dar resultados, afirma presidente do BC

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse nesta quarta-feira, 17, que o aperto dos juros, que levou a Selic a território significativamente contracionista, começa a dar resultados. "A inflação no Brasil começou a diminuir relativamente mais cedo em comparação a outros países em desenvolvimento", comentou, na abertura da conferência anual do BC. "No segundo semestre de 2022, o principal fator da redução da inflação foram os cortes de impostos implementados sobre combustíveis, eletricidade e serviços de telecomunicações, mas a diminuição da inflação também se deve ao ciclo de aperto da política monetária", acrescentou, citando a desaceleração dos índices de preços no período.

Segundo ele, o processo de desinflação deve continuar, porém não de forma linear, já que os núcleos de inflação estão mais resilientes devido à difusão da inflação entre setores e pressões de componentes mais rígidos, como serviços.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Assim, frisou, o BC segue com o desafio de consolidar a desinflação no Brasil, dificultado pela desancoragem das expectativas.

Regime de metas de inflação

O presidente do Banco Central voltou a fazer nesta quarta-feira uma defesa do regime de metas de inflação, que, frisou, tem contribuído para ancorar as expectativas ao comportamento dos preços. Em meio ao debate sobre mudança nas metas de inflação, como forma de abrir espaço para a queda de juros, Campos Neto sustentou que a credibilidade do regime de metas está justamente em sua estabilidade, assim como no fato de que ele não se altera em função da conjuntura econômica ou do ciclo de política monetária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O regime de metas em nosso País tem sido bem-sucedido. O regime tem se mostrado um arcabouço estável e sólido, que atende as diferentes fases da conjuntura econômica e contribui para a ancoragem das expectativas de inflação", declarou o presidente do BC.

Campos Neto observou que a desancoragem das expectativas está em parte relacionada aos questionamentos sobre a mudança nas metas, além de incertezas da política econômica no Brasil, em especial no quadro fiscal.

Segundo o presidente do BC, decisões que elevem a confiança nas metas de inflação contribuem a um processo desinflacionário mais célere e menos custoso. Sobre o novo arcabouço fiscal, disse que as novas regras para as contas públicas podem "eventualmente" ajudar a reancorar as expectativas, assim como evitam cenários mais extremos à trajetória da dívida pública.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, Campos Neto reiterou não haver relação mecânica entre política monetária e a apresentação do arcabouço fiscal.

Também destacou que a velocidade de desinflação tende a ser mais lenta nesse momento, sendo que o combate à inflação continua sendo um grande desafio para os bancos centrais.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV