Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

'Estamos sendo passageiros da inflação, não temos mais controle', diz Funchal

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, disse nesta sexta-feira que o espaço para gastos está ficando ainda mais apertado com o avanço da inflação. Segundo ele, cada ponto porcentual de alta da inflação significa a perda de R$ 6 bilhões na folga para aumento de gastos no orçamento.

A estimativa é que a margem entre as despesas previstas e o limite permitido pela regra do teto esteja em R$ 33 bilhões. O problema é que o índice de inflação que corrige as despesas obrigatórias, o INPC, sobe mais do que o índice que corrige o teto de gastos (IPCA), estreitando a faixa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Estamos sendo passageiros da inflação, não temos mais controle", comentou Funchal durante live da XP.

Ao falar da polêmica proposta de parcelamento dos precatórios, Funchal observou durante o evento que, quando o governo começou a projetar o orçamento do ano que vem, esperava-se um gasto de R$ 57 bilhões com o pagamento de condenações em sentenças judiciais, não os R$ 89 bilhões apresentados quando a conta foi atualizada.

O aumento dos precatórios tem a ver, na avaliação dele, com a maior produtividade da Justiça, e dificilmente o volume deste passivo voltará a cair para algo ao redor de R$ 30 bilhões por ano. Só em derrotas do governo na Justiça envolvendo erros no repasse do Fundef, o fundo destinado a municípios para investimento no ensino fundamental, a conta em estoque pode chegar a R$ 90 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eleição

O secretário especial do Tesouro e Orçamento considerou que, mesmo com o calendário das eleições se aproximando, o entendimento da classe política da importância de proteger fundamentos da economia visando o crescimento do ano que vem deve conter a pressão por gastos além das regras fiscais.

Questionado durante live da XP se seria possível segurar a influência das alas do governo e do Congresso que defendem flexibilizar a regra do teto, os chamados "fura-teto", Funchal observou que interessa a todos com mandato e que buscam reeleição a recuperação da atividade econômica, com consequente geração de empregos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Teses que não estejam de mãos dadas com a sustentabilidade fiscal desorganizam a economia", observou o secretário do ministério da Economia.

Referindo-se à preocupação no mercado sobre a sustentabilidade fiscal, que leva os juros futuros a superar 10% na ponta longa, Funchal observou que as consequências serão sentidas na economia em 2022, o que não é de interesse de quem vai disputar cargos públicos eletivos. "Para todo mundo que vai entrar no período eleitoral, é importante que a economia esteja numa trajetória boa", reforçou.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV