Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Espaço extra no Orçamento abre brecha para desbloqueio de gastos

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A autorização dada pelo Congresso para que o governo antecipe um gasto extra de R$ 15,7 bilhões neste ano - concedida por meio da aprovação de um "jabuti" incluído em projeto que recriou seguro nos moldes do antigo DPVAT - deve resolver apenas parcialmente as pressões por aumento de despesas. A expectativa é de que o segundo relatório bimestral de receitas e despesas, que será divulgado nesta quarta-feira, 22, libere parte dos R$ 2,9 bilhões bloqueados em março, mas a equipe econômica também precisará acomodar uma série de outros gastos.

Entre eles, estão R$ 3,6 bilhões para o pagamento de emendas parlamentares, após a derrubada de veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de outros bilhões que, segundo economistas, precisam ser recompostos em despesas que estariam subestimadas no Orçamento com a Previdência e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Na tarde de terça-feira, técnicos dos ministérios do Planejamento e da Fazenda ainda se debruçavam sobre os números. Entre especialistas em política fiscal, o entendimento é de que a decisão não será somente técnica, mas também política.

"Vai ser uma escolha entre reverter toda a subestimação da projeção de gastos com Previdência, em torno de R$ 16 bilhões, ou desfazer o bloqueio. E também será preciso incorporar a derrubada do veto das emendas, de R$ 3,6 bilhões. Acredito que farão algo intermediário", afirmou o economista Fábio Serrano, do BTG Pactual.

O economista Jeferson Bittencourt, da Asa Investments e ex-secretário do Tesouro Nacional, reforça o entendimento de que o governo não vai conseguir atender a todas as demandas por aumento de gastos - mesmo com a antecipação dos R$ 15,7 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma dessas demandas, verbalizada pela ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, previa usar parte desse novo espaço orçamentário para reajustes das carreiras do funcionalismo público.

"Embora houvesse muito desejo de se usar esse espaço (dos R$ 15,7 bilhões) para outras coisas, entendo que estas três rubricas - emendas parlamentares, desbloqueio do Orçamento e correção de parte da subestimação da Previdência e do BPC - irão consumir todo o recurso", afirmou Bittencourt.

Tiago Sbardelotto, da XP Investimentos, vai além e calcula que o Orçamento está subestimado em cerca de R$ 20 bilhões, computando despesas com Previdência, abono salarial, BPC e seguro-desemprego.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ou seja, os R$ 15,7 bilhões seriam insuficientes para desbloquear o Orçamento e atualizar a projeção com essas despesas. "É um ajuste marginal, mas com algum espaço para ampliar outras despesas", afirmou.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV