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Em cerimônia, Lula lê publicações da família Bolsonaro agradecendo tarifaço dos EUA em 2025

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou nesta terça-feira, 2, a proposta do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) de aplicar uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de que o País adota práticas que oneram ou restringem o comércio norte-americano. Lula responsabilizou o clã Bolsonaro pela medida.

A decisão detalha investigação sobre temas como Pix, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal. As medidas devem entrar em vigor até 15 de julho, após audiência marcada para 6 de julho.

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"Os meninos do Bolsonaro, um deles que é candidato a presidente, disse no dia 9 de julho de 2025, no dia em que o Trump taxou o Brasil em 50%, olha o que ele tuitou: 'Obrigado, Trump. Faça o Brasil livre de novo. Queremos um Magnitsky'", disse Lula. "O filho dele hoje foi para a televisão dizer que não disse nada. Eu vou repetir: no dia 9 de julho de 2025, no dia em que o Trump nos puniu, ele disse: 'Obrigado, Trump. Faça o Brasil livre de novo'."

A declaração foi dada durante cerimônia de inauguração da nova sede do Campus Catalão do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), obra incluída no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Também participaram os ministros Alexandre Padilha (Saúde), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da República) e Leonardo Barchini (Educação).

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Lula afirmou ainda que, diante da falta de poderio militar comparável ao dos Estados Unidos, sua resposta às medidas anunciadas por Donald Trump tem sido baseada na defesa dos fatos e na disputa de narrativas.

Segundo o presidente, o governo brasileiro encaminhou cartas às autoridades americanas e publicou artigos na imprensa dos EUA para contestar o que classificou como informações falsas sobre a relação comercial entre os dois países.

O petista argumentou que os EUA acumulam superávit de mais de US$ 415 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos e sustentou que, por essa lógica, seriam os brasileiros, e não os norte-americanos, que teriam justificativa para elevar tarifas.

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