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Durigan defende debate sobre política monetária e manutenção da meta contínua de inflação

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a importância de não excluir a política monetária do debate público. A afirmação foi realizada durante uma entrevista à Warren Investimentos gravada na última sexta-feira, 12, e publicada nesta segunda-feira, 15. Ele ainda argumentou que a meta de inflação contínua não deveria ser alterada.

"Nós não podemos excluir da esfera do debate político qualquer tema desses, seja a política fiscal, seja a política monetária, seja a política de saúde, a política de investimento", disse o ministro, quando indagado sobre o assunto. "Isso está, sim, aberto ao debate."

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Segundo Durigan, a meta de inflação contínua - adotada em 2025 e que passa a considerar o IPCA acumulado em 12 meses, e não mais do ano-calendário - ainda não foi bem digerida pela sociedade. Por isso, seria importante não fazer alterações. Hoje, o centro da meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.

O ministro defendeu, ainda, que a relação entre o BC e a equipe econômica do governo pode ser aprimorada em diversas frentes, inclusive na coordenação entre as políticas fiscais e monetárias. "Por exemplo, nós estamos discutindo, agora, o 'enforcement' das bets, e é importante que a gente tenha um BC muito próximo, porque os recursos dessas bets estão passando dentro do sistema financeiro", disse.

Aprimoramentos

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Durigan disse, ainda, ver com "bons olhos" o voto em separado do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas, que na quarta-feira, 10, defendeu que a Corte de Contas se debruce sobre o relatório Focus. A ideia, segundo Dantas, seria dar mais transparência ao boletim, que reúne projeções do mercado para variáveis econômicas.

"Se há, hoje, uma constatação de que o Focus pode melhorar, no sentido de dar mais dados, mais transparência e incluir eventualmente outros índices, eu acho importante que a gente avance para isso", disse o ministro da Fazenda, ponderando que não há intenção de interferir no BC.

Durigan também defendeu uma reavaliação sobre a composição do IPCA. A percepção, segundo ele, é que itens que se tornaram importantes nos últimos anos, como serviços de streaming, estão sub-representados. A última atualização dos itens que compõem o IPCA foi feita em 2020, com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018.

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Orçamento

O ministro da Fazenda disse ainda que o Orçamento que será anunciado pelo governo para 2027 não terá armadilhas para os próximos anos.

"O maior sinal de que nós vamos deixar a economia melhor ou pelo menos a parte do Orçamento Público, a parte fiscal, melhor, é que o Orçamento que nós vamos apresentar em 31 de agosto, com base na LDO para 2027, não tem armadilha escondida", afirmou Durigan.

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Brasil como potencial boa fonte energética global

Segundo ele, o mundo olha para o Brasil como um "porto seguro" do mundo, como bom potencial para uma boa fonte de energia limpa global.

Reforma tributária

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Sobre a reforma tributária, ele afirmou que o custo de benefício fiscal para setores vai ficar claro em alíquota do IVA, mas que pautas-bomba como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Templos elevaria o IVA em 1 ponto porcentual caso seja aprovada em definitivo.

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