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Dólar sobe por temor de recessão após China retaliar os EUA

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O dólar avança ante o real na manhã desta sexta-feira, 4, acompanhando a valorização externa frente outras divisas emergentes ligadas a commodities em meio ao tombo de mais de 7% do petróleo e o movimento de fuga de ativos de risco após a China impor tarifas de 34% sobre as importações dos Estados Unidos, em retaliação ao tarifaço de Trump, com início em 10 de abril.

O mercado adiantou a previsão para o início dos cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) neste ano, após a retaliação chinesa às tarifas americanas e passou a precificar redução uma acumulada de 125 pontos-base (pb) ou mais como probabilidade majoritária até dezembro, segundo ferramenta de monitoramento do CME Group.

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Os juros futuros recuam na esteira dos retorno dos Treasuries, por temores de recessão na economia americana e mundial e possível antecipação de corte de juros nos EUA como consequências da escalada da guerra comercial deflagrada pelo presidente americano Donald Trump.

As tarifas recíprocas adotadas pela Casa Branca podem reduzir o PIB global entre 0,5% e 0,7% este ano e causar um "choque estagflacionário" nos EUA, elevando a inflação em 1,5 ponto porcentual e fazendo o PIB cair de 1% a 1,5% em 2025, calcula o Bank of America. O banco também prevê chances de 50% de uma recessão nos EUA nos próximos 12 meses.

Na agenda interna, o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou deflação de 0,50% em março, após uma alta de 1,00% em fevereiro, de acordo com a FGV. O resultado ficou próximo da estimativa mediana de queda de 0,52% na pesquisa Projeções Broadcast.

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No radar dos investidores estão ainda o principal relatório de empregos dos EUA, o payroll (9h30), e o primeiro discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, após o anúncio de tarifas recíprocas por Donald Trump e a retaliação da China (12h25). Analistas preveem a criação de 140 mil vagas em março, uma desaceleração em relação aos 151 mil postos de fevereiro.

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