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Dólar sobe por cautela externa e indefinição de corte de gastos

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O dólar volta nesta segunda-feira, 11, a subir em linha com o exterior em meio à queda forte de petróleo e minério de ferro após dados fracos de inflação ao consumidor na China em outubro. Investidores locais seguem cautelosos com a indefinição das medidas de corte de gastos do governo Lula, cujas negociações entram na terceira semana sem consenso. Os juros futuros avançam com o dólar em dia de agenda e liquidez enxutas e com mercado de Treasuries fechado nos EUA pelo feriado do Dia do Veterano.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já aceitou e entendeu que as medidas em discussão para cortar gastos são estruturais, mas lideranças do PT entendem que devem atingir também o "andar de cima". O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, retornou a Brasília nesta segunda-feira pela manhã para tentar destravar a negociação. Porém, o anúncio ainda pode levar alguns dias, porque depende de Lula e de conversas entre o ministro e os presidentes do Senado e da Câmara.

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O mercado também olha a continuidade da desancoragem das expectativas de inflação no Boletim Focus e os dados do setor público consolidado. O IPC-Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 1,02% na primeira quadrissemana de novembro, ganhando força ante o acréscimo de 0,80% observado em outubro

Em setembro, o setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras) teve déficit primário de R$ 7,340 bilhões, após um saldo negativo de R$ 21,425 bilhões em agosto. O déficit foi menor do que a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que indicava um saldo negativo de R$ 8,20 bilhões, e também o menor para o mês desde 2022, quando somou R$ 10,745 bilhões.

A semana será mais curta no Brasil com o fechamento dos mercados na sexta-feira pelo feriado da Proclamação da República. A agenda econômica traz a ata do Copom e dados do varejo (amanhã); volume de serviços, na quarta; além do IBC-Br de setembro e o IGP-10 de outubro, na quinta. Nos EUA, destaque ao número de outubro do CPI americano, na quarta.

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O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Minneapolis, Neel Kashkari, disse no domingo em entrevista à CBS que a expectativa é de outro corte na taxa de juros em dezembro. Quando perguntado sobre uma possível interferência política no Fed no futuro governo, Kashkari não se disse preocupado e afirmou que o BC americano está totalmente comprometido com as metas de 2% de inflação e emprego máximo.

Às 9h24, o dólar à vista subia 0,85%, a R$ 5,7845. O dólar para dezembro ganhava 0,70%, a R$ 5,7945.

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