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Dólar sobe para R$ 5,90 com temor de tarifas dos EUA e commodities

Lá fora, o dólar avança ante a maioria das divisas principais e emergentes, enquanto os rendimentos dos Treasuries sobem também

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Dólar sobe para R$ 5,90 com temor de tarifas dos EUA e commodities
Autor Foto: Reprodução/pixabay

O dólar está oscilando sem direção única e entre margens estreitas na manhá desta terça-feira, 28. A divisa americana renovou a mínima intradia, a R$ 5,8972 (-0,27%), reagindo à valorização do petróleo e minério de ferro. Mais cedo, após abrir com sinal negativo, a moeda rapidamente ganhou força e atingiu a máxima, a R$ 5,9202 (+0,12%), diante da cautela internacional com tarifas dos EUA.

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Lá fora, o dólar avança ante a maioria das divisas principais e emergentes, enquanto os rendimentos dos Treasuries sobem também. O presidente americano, Donald Trump, planeja taxar semicondutores, aço, alumínio e cobre, sem especificar prazos ou países-alvo, e defende tarifas globais superiores a 2,5%, divergindo da proposta do secretário do Tesouro, Scott Bessent.

Investidores devem acompanhar nesta terça-feira os números da arrecadação federal de dezembro e de 2024 (10h30) e os leilões do Tesouro de NTN-B e LFT (11h). Nos Estados Unidos, saem as encomendas de bens duráveis (10h30) e o índice de confiança do consumidor (12h).

Um desempenho melhor na arrecadação de impostos federais, de R$ 258,065 bilhões em dezembro (mediana), é esperada por economistas, após os R$ 209,218 bilhões em novembro. Se for confirmado, pode amenizar o humor no mercado.

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Em meio a preocupações com os preços dos alimentos e a inflação, há expectativas no mercado de uma eventual elevação dos preços do diesel, cujo preço não foi alterado em julho, quando houve aumento apenas da gasolina em 7,12% nas refinarias.

A presidente da Petrobras terá reunião nesta quarta-feira, 29, com representantes de acionistas do setor privado da estatal, bem como o conselho de administração deverá se reunir também nesta quarta, para tratar de preços praticados no trimestre encerrado em dezembro. Cálculos internos apontam necessidade de reajustes de 13% na gasolina e 11% no diesel. Na semana passada, segundo estimativas do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), com a queda do dólar e do petróleo em janeiro, a gasolina estava 7,5% mais barata no Brasil do que no exterior e o diesel, 15%.

Nos EUA, a Boeing reportou um prejuízo líquido de US$ 3,87 bilhões no 4º trimestre de 2024. Às 9h32, a ação tinha modesto ganho, de 0,5% no pré-mercado em NY.

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Às 9h51, o dólar à vista tinha viés de baixa de 0,09%, a R$ 5,9082. O dólar para fevereiro ganhava 0,19%, a R$ 5,9115, refletindo ajustes ante o fechamento anterior, com valor inferior ao do mercado à vista.

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