Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Dólar sobe menos no Brasil, com chance de descarte de PEC e Lei de Estatais

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A chance de o governo eleito desistir da PEC da Transição e o impasse em torno da Lei de Estatais no Senado seguraram a cotação do dólar ante o real, fazendo com que a moeda americana tivesse alta aqui bem menos intensa do que no exterior. Lá fora, o mercado segue digerindo as informações do comunicado do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) e as falas de seu presidente, Jerome Powell, e avaliam que os juros permanecerão altos por mais tempo do que o projetado.

O dólar à vista terminou a sessão desta quinta-feira em alta de 0,28%, aos R$ 5,3157, na mais alta cotação de fechamento desde 28 de novembro. No mercado futuro, a moeda para janeiro subiu R$ 5,3345 (+0,47%), com giro de US$ 15 bilhões, igual ao de ontem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Desde cedo o noticiário doméstico serviu como uma trava à força vendedora do real. E diferente de outras ocasiões em que impasses legislativos significavam senha para compra de dólar, dessa vez os imbróglios da PEC, da Lei de Estatais e até mesmo do orçamento secreto foram recebidos com alívio entre os agentes.

O julgamento do orçamento secreto é um dos pontos que emperram a PEC da Transição na Câmara, uma vez que o esquema é altamente associado ao presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). Até o fim da tarde, o placar era de 4 a 4. O outro fator a causar impasse à proposta é a resistência do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, em ceder espaços ao Centrão no novo governo antes da votação.

Assim, setores do PT cogitam descartar a PEC e usar uma MP para manter o Bolsa Família em R$ 600 e conceder o adicional de R$ 150 a crianças menores de 6 anos. Caso essa hipótese prevaleça - as negociações seguem a todo vapor e o cenário muda com rapidez -, o peso fiscal seria diminuído. Vale lembrar que a proposta da transição tem impacto de ao menos R$ 168 bilhões, sendo R$ 145 bilhões de expansão do teto e R$ 23 bilhões fora da estrutura, além de outras exceções que podem elevar a fatura a R$ 200 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O Brasil apanhou muito com as notícias locais, com a composição do novo governo e medidas vistas como não tão disciplinadas na parte fiscal. Com as notícias de hoje, o mercado brasileiro está operando até bem, dado o tão ruim quanto está lá fora", avalia o CIO da Alphatree Capital, Rodrigo Jolig.

No exterior, o dia foi de queda forte das bolsas e das commodities. Por trás do movimento, há uma reinterpretação das mensagens do Fed e de Powell. Se no fim da sessão de ontem prevaleceu no mercado de câmbio a percepção de que o BC americano estava próximo do ponto final dos juros, hoje emergiu a visão de que o nível de Fed fund terminal, um pouco acima de 5%, permanecerá por bastante tempo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV