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Dólar sobe em linha com exterior por cautela com EUA-Irã

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O dólar sobe ante o real na manhã desta quinta-feira, 28, diante da valorização externa da moeda americana e dos rendimentos dos Treasuries em reação à retomada de ganhos do petróleo. Os movimentos dos ativos financeiros e da commodity refletem a aversão global ao risco após nova troca de ataques entre EUA e Irã, que reacende temores sobre os impactos na inflação, política monetária e crescimento econômico.

Por volta das 9h30, o barril do WTI para julho ganhava 2,97%, a US$ 91,30, e o do Brent para agosto avançava 2,67%, a US$ 94,72.

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Na agenda doméstica, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril, resultado que ficou em linha com o piso das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast. A mediana era de 5,9% e o teto, de 6,2%.

As concessões de crédito livre dos bancos caíram 5,9% em abril ante março, para R$ 626,4 bilhões, segundo o BC, mas ainda acumulam alta de 8,9% em 12 meses. Para pessoas físicas, o recuo mensal foi de 4,3%, a R$ 337,3 bilhões, com avanço de 10,3% em um ano. Já o crédito para empresas caiu 7,6% no mês, para R$ 289,2 bilhões, embora registre alta de 7,3% em 12 meses.

O IGP-M desacelerou de 2,73% em abril para 0,84% em maio, perto da mediana projetada pela Broadcast (0,82%). Segundo a FGV, a desaceleração refletiu a perda de força do IPA, de 3,49% para 0,91%, e do IPC, de 0,94% para 0,61%. No ano, acumula alta de 3,79% e, em 12 meses, de 1,95%.

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Em pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quinta-feira, o presidente Lula (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno, com 46,5% das intenções de voto, ante 41,4%. Na rodada anterior, em 5 de maio, Flávio marcou 45,3% e Lula, 44,7%, mas em menos de um mês, o pré-candidato do PL perdeu 3,9 pontos porcentuais em meio ao desgaste após divulgação do áudio em que ele pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.

Na zona do euro, a ata do BCE sinaliza que a instituição pode elevar juros para conter a inflação causada pelo choque de energia da guerra, mesmo com risco de piorar o crescimento; mais dados devem aparecer até junho.

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