Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Dólar sobe com visão de China fraca e realização de lucros após tributária

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O dólar à vista encerrou a sessão desta segunda-feira, 10, em alta de 0,34% em relação ao real, cotado em R$ 4,8825, em realização parcial de lucros após as quedas acumuladas em junho (-5,59%) e na última sexta-feira, 7 (-1,30%), quando a Câmara aprovou a reforma tributária. Dados de inflação menores que o esperado na China ajudaram a balizar o movimento, enquanto investidores recompunham posições defensivas em câmbio.

Somados às quedas em torno de 1% dos preços de petróleo, esses fatores mantiveram o dólar em alta ante o real durante praticamente toda a sessão. Em meio à agenda esvaziada do dia e à espera pelo IPCA de junho nesta terça-feira, 11, e pela inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos na quarta-feira, 12, a moeda oscilou menos de quatro centavos entre a mínima de R$ 4,8563 (-0,20%) e a máxima de R$ 4,8924 (+0,54%).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A queda interanual de 5,4% dos preços ao produtor (PPI) da China em maio, maior baixa em oito anos, adicionou incertezas sobre o ritmo de crescimento econômico do gigante asiático e pressionou os preços do petróleo e do minério de ferro (-3,46%). Enquanto isso, a baixa das expectativas de inflação de um ano nos Estados Unidos levou a um recuo de 0,30% do índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas fortes.

"A sessão de hoje teve uma pequena alta do dólar ante o real, de menos de quatro centavos no intraday, um pouco por causa da agenda esvaziada. Os dados do PPI da China caíram em um ritmo assustador, o que causou uma preocupação no cenário externo", diz o chefe de câmbio da Trace Finance, Evandro Caciano. "Mas é uma alta irrelevante: menos de cinco centavos é uma moeda andando de lado."

Caciano destaca ainda que a alta do dólar nesta sessão se deve parcialmente a um ajuste técnico nas posições compradas de estrangeiros na Bolsa após a aprovação da reforma tributária, considerando a retirada de R$ 1,459 bilhão apenas na última quinta-feira, 6. Outros agentes destacam que os sinais de fraqueza da economia chinesa podem ter motivado uma fuga de estrangeiros nesta segunda-feira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed) também ajudaram a sustentar os ganhos da moeda americana em relação ao real ao sugerirem maior aperto monetário nos EUA. A presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, defendeu mais juros para controlar a inflação, enquanto a chefe da distrital de São Francisco, Mary Daly, afirmou considerar "realistas e razoáveis" projeções de mais dois aumentos dos juros.

No cenário doméstico, agentes aguardam a divulgação do IPCA de junho nesta terça-feira para calibrar as expectativas em torno dos próximos passos da política monetária. O relatório Focus mostrou leve queda da mediana para a inflação deste ano (4,98% para 4,95%) e estabilidade para 2024 (3,92%), 2025 (3,60%) e 2026 (3,50%).

Os investidores também se mantêm atentos à evolução da reforma tributária no Senado. O líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que a tramitação da medida será mais fácil do que na Câmara, mas previu que os senadores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste devem alterar o texto para incluir regimes especiais para fábricas de automóveis instaladas nas regiões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 2,934 bilhões na primeira semana de julho, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com aumento de 10,4% da média diária de exportações e queda de 15,8% da média diária de importações na comparação com igual período de 2022. No ano, o superávit acumulado é de US$ 47,998 bilhões.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV