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Dólar sobe com Treasuries e espera de corte de gastos

O dia é de agenda fraca e tiveram efeito aparente limitado mais cedo os comentários do presidente do Banco Central

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Dólar sobe com Treasuries e espera de corte de gastos
Autor Dólar em alta - Foto: Reprodução/pixabay

O mercado de câmbio segue com oscilação entre margens estreitas e sem direção única. O dólar à vista ensaia alta leve diante do avanço do índice DXY do dólar ante moedas principais e também da curva de Treasuries em meio a expectativas sobre as eleições nos EUA.

O mercado vem precificando apostas de maior déficit fiscal e de inflação no país em decorrência das promessas dos dois candidatos à Casa Branca, em especial do republicano Donald Trump, que vem liderando as bolsas de apostas. Dados americanos, em especial sobre o mercado de trabalho, também são esperados e podem ajudar nas apostas para a reunião monetária do Fed da próxima semana. Operadores também mantém no pano de fundo alguma cautela dada a espera do anúncio de corte de gastos pela equipe econômica no País.

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O Ministério de Minas de Minas e Energia (MME) criou um impasse com o Ministério da Fazenda e a Casa Civil - além da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) - ao defender uma nova regulação para o setor de gás natural no projeto de lei que cria o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten), segundo apurou o Estadão/Broadcast. As medidas, como a redução de 5% para 2% na distribuição mínima de royalties, podem trazer impacto negativo na arrecadação da União.

O dia é de agenda fraca e tiveram efeito aparente limitado mais cedo os comentários do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o resultado do setor externo.

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O déficit em conta corrente de setembro de US$ 6,526 bilhões superou a mediana das previsões do Projeções Broadcast, de US$ 5 bilhões. Já o investimento direto no país (IDP) em setembro ficou em US$ 5,229 bilhões, abaixo do previsto (US$ 5,8 bilhões).

Antes de iniciar nesta quarta, 30, o período de silêncio de uma semana pré-Copom, Campos Neto disse nesta terça-feira, 29, que é muito difícil trabalhar com um nível de juro mais baixo, sem que haja um choque positivo vindo da política fiscal. Ele observou que a inflação parou de convergir no curto prazo e que as expectativas à frente estão desancoradas, o que tem preocupado o BC.

O presidente do BC afirmou ainda que reduzir a inflação de serviços é essencial para que a inflação global possa cair em direção às metas. Esse grupo de preços continua em nível elevado, o que impede que a baixa inflação de bens dê conta de garantir o cumprimento dos alvos.

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No começo dos negócios, o dólar cedeu no mercado doméstico em meio à ampliação da queda do petróleo. A commodity ganha mais de 1% com relatos de que a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou Israel com ataques "massacrantes" nos próximos dias, após o tombo de 6% na véspera.

Às 9h50 desta terça, o dólar à vista subia 0,30%, a R$ 5,7260. O dólar para novembro ganhava 0,23%, a R$ 5,7260.

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