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Dólar sobe com lei de reciprocidade contra os EUA, fiscal e exterior no foco

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O dólar sobe nesta sexta-feira (29) em meio à cautela do mercado, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizar processo com base na lei de reciprocidade contra os EUA, diante da falta de diálogo com o governo Trump.

Investidores também repercutem os dados fiscais, com piora do déficit primário em julho, e aguardam o envio do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 ao Congresso.

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Também pesam a alta do dólar e dos rendimentos Treasuries no exterior, à espera do índice PCE de julho nos EUA (9h30), que pode influenciar as expectativas sobre corte de juros pelo Federal Reserve.

No câmbio, o dia é marcado também pela formação da taxa Ptax do fim de agosto e a realização de um leilão de linha de rolagem até US$ 1 bilhão (10h30), que pode aliviar a liquidez.

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 66,566 bilhões em julho, acima da mediana das projeções do mercado (R$ 63,250 bilhões) e o pior resultado para o mês desde 2020. Em junho, o saldo negativo foi de R$ 47,091 bilhões. De janeiro a julho de 2025, houve acúmulo de déficit primário de R$ 44,537 bilhões (0,61% do PIB), segundo o Banco Central.

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A Camex aplicou direito antidumping definitivo por até 5 anos sobre importações de folhas metálicas de aço carbono da China. Também foi imposto direito antidumping provisório por até 6 meses sobre resinas de polietileno vindas do Canadá e dos Estados Unidos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou decreto que inclui as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Plano Nacional de Desestatização (PND).

No exterior, o think tank britânico IPPR sugeriu que o Reino Unido implemente novos impostos sobre bancos, incluindo a tributação de juros sobre reservas no Banco da Inglaterra, para ajudar a equilibrar as contas públicas. O IPPR também recomendou que o BOE revise o ritmo do aperto quantitativo.

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O Produto Interno Bruto (PIB) da Índia cresceu 7,8% no 1º trimestre fiscal de 2025-26 (abril a junho), acelerando frente aos 7,4% do trimestre anterior e superando a previsão da FactSet, de 6,6%.

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