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Dólar sobe com guerra, petróleo forte e expectativa por payroll

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Sem perspectiva de um fim para guerra no Oriente Médio, o dólar segue em alta frente ao real e seus pares emergentes e ajuda a puxar os juros futuros para cima diante ainda da valorização dos rendimentos dos Treasuries e a nova disparada dos preços dos petróleo, que elevam a cautela com possíveis impactos na inflação e na economia mundial. Por volta das 9h30 desta sexta-feira, 6, o dólar à vista subia 0,16%, a R$ 5,2955, após testar máxima a R$ 5,3195.

Já o dólar ante moedas fortes passou a subir também, em meio à cautela com a guerra no Oriente Médio e à expectativa pelo payroll dos EUA (10h30). A mediana aponta criação de 55 mil vagas em fevereiro, ante 130 mil em janeiro. Uma leitura mais fraca pode levar o banco central a dar maior peso ao seu mandato de emprego. Em meio às tensões, o mercado passou a ver setembro, e não mais julho, como o mês mais provável para o início do ciclo de cortes de juros.

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Os contratos futuros do petróleo aceleraram alta, com o WTI ganhando mais de 6% e superando o nível de US$ 86 o barril, no maior patamar em quase dois anos, com investidores atentos aos desdobramentos da guerra entre EUA, Israel e Irã. O barril do Brent também se aproximou da marca de US$ 90.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse mais cedo que há "esforços de mediação" do conflito em andamento, mas não deu mais detalhes. Durante a madrugada, Israel lançou ataques aéreos contra Teerã, no Irã, e Beirute, no Líbano, atingindo alvos do Hezbollah e iniciando, segundo o governo israelense, uma "onda de ataques em larga escala". O secretário de Defesa dos EUA, Peter Hegseth, afirmou que os bombardeios contra o Irã devem "aumentar dramaticamente".

Em paralelo, o Conselho de Liderança do Irã discutiu a convocação da Assembleia de Especialistas que escolherá o novo líder Supremo. Já a China negocia com o Irã a liberação da passagem segura de navios de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) do Catar pelo Estreito de Ormuz, segundo fontes diplomáticas.

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Na agenda doméstica, a produção industrial brasileira cresceu 1,8% em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal, informou o IBGE. O resultado ficou acima do teto das projeções do mercado, de 1,6%, com piso de -0,1% e mediana, +0,7%. Na comparação com janeiro de 2025, houve alta de 0,2%. Em 12 meses, o avanço foi de 0,5%, levemente abaixo do 0,6% até dezembro. Já a média móvel trimestral da indústria caiu 0,1% no período.

A queda de commodities como minério de ferro (-7,20%), café (-13,92%) e soja (-3,71%) puxou a deflação do IGP-DI de fevereiro, que recuou 0,84% após alta de 0,20% em janeiro, segundo a FGV. As baixas no atacado superaram as pressões de alta de itens como ovos (20,47%), feijão (19,47%) e bovinos (4,33%).

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