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Dólar sobe com exterior e de olho em PIB, Ptax e efeito de medida contra facções

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Em dia de formação da última taxa Ptax de maio, o dólar sobe no mercado à vista na manhã desta sexta-feira, 29, acompanhando a valorização externa da divisa americana frente pares fortes e moedas emergentes ligadas a commodities. O mercado de câmbio opera também sob influência técnica da disputa em torno da taxa Ptax do fim de mês. Investidores olham o PIB do 1º trimestre, e persiste cautela externa pela falta de acordo concreto entre EUA e Irã e incertezas domésticas após os EUA classificarem PCC e CV como organizações terroristas, com temor de impactos no setor financeiro.

O PIB do Brasil cresceu 1,1% no 1º trimestre de 2026 ante o trimestre anterior, acelerando frente à alta de 0,1% no 4º trimestre de 2025 e em linha com a expectativa do mercado. Na comparação anual, a economia avançou 1,8%, também dentro do esperado. O PIB totalizou R$ 3,3 trilhões no período.

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O setor público consolidado teve superávit primário de R$ 24,624 bilhões em abril, revertendo o déficit de R$ 80,676 bilhões de março e acima do superávit de R$ 14,150 bilhões em abril de 2025. O resultado também superou a mediana das expectativas (R$ 23,2 bilhões) e foi o melhor para abril desde 2022 (R$ 38,876 bilhões).

Especialistas alertam que a medida dos EUA de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais pode gerar insegurança jurídica, possíveis impactos no mercado financeiro devido a ligações das facções com a economia formal e preocupação com interferência na soberania nacional.

Nos EUA, o presidente do Fed de Kansas City, Jeff Schmid, afirmou que não considera a alta recente dos preços como transitória e reforçou que o Fed não deve "baixar a guarda". A dirigente do Fed de São Francisco, Mary Daly, afirmou que a política monetária está "em uma boa posição" e declarou estar "cautelosamente otimista" em relação às perspectivas da economia. Já o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, afirmou que ainda é cedo para concluir que os juros precisam subir nos Estados Unidos e defendeu manter todas as opções abertas.

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No Japão, o BoJ gastou cerca de US$ 74 bilhões em intervenções cambiais entre 28 de abril e 27 de maio, a primeira atuação direta desde 2024.

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