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Dólar sobe com aversão a risco no exterior e alta do IPCA no Focus

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O dólar sobe ante o real na manhã desta segunda-feira, 6,, após revisões em alta para o IPCA no boletim Focus do Banco Central, e acompanhando a valorização externa da moeda americana e dos retornos dos Treasuries em cenário de aversão a risco. Na sexta-feira, dia 3, o forte relatório do mercado de trabalho dos EUA, o payroll, gerou perspectivas de novas altas de juros no país e praticamente eliminou as chances de corte de juros neste ano, segundo monitoramento do CME Group.

No boletim Focus divulgado nesta segunda, a projeção para o IPCA em 2023 subiu de 5,74% para 5,78% e, para 2024, de 3,90% para 3,93%; enquanto para 2025 e 2026 permaneceu em 3,50%. A projeção do IPCA 2023 atualizada nos últimos 5 dias úteis passou de 5,80% para 5,78% e a do IPCA 2024, de 3,94% para 4,00%. Já a estimativa dos economistas para a taxa Selic no fim de 2023 permaneceu em 12,50% ao ano; no fim de 2024, passou de 9,50% para 9,75% ao ano; no fim de 2025, subiu de 8,50% para 9,00% ao ano; e no fim de 2026, permaneceu em 8,50% ao ano.

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Após as críticas recorrentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos juros altos e ao Banco Central e do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) mostrar sua preocupação com a desancoragem das expectativas de inflação, o mercado local está à espera pela ata da reunião do comitê, que sai nesta terça-feira, 7, e pelo IPCA de janeiro, na quinta-feira (9).

Sobre a ata do Copom, os economistas do mercado financeiro esperam que o comitê do Banco Central reitere a preocupação com a incerteza fiscal no País. Os analistas acreditam que, assim como no comunicado, a ata deve conservar um tom "hawkish". O mercado aguarda ainda detalhes sobre o cenário alternativo apresentado na comunicação da última quarta-feira, 1º.

Lá fora, as bolsas voltam a cair também em Nova York, com investidores à espera de discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na terça-feira, além de outros dirigentes do BC americano ao longo da semana.

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ÀS 9h14, o dólar à vista subia 0,52%, a R$ 5,1750. O dólar março ganhava 0,44%, cotado a R$ 5,1940.

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