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Dólar sobe com ajustes após Powell dovish, mas queda em IPCA na Focus alivia

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O dólar sobe e limita a queda dos juros futuros assim como a valorização dos rendimentos dos Treasuries, em ajustes após as perdas na sexta-feira (22) com o discurso considerado "dovish" do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, indicando possível corte de juros já em setembro.

A curva de juros é pressionada pela melhora nas expectativas de inflação de 2025 a 2027 no boletim Focus.

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Na Focus, a projeção suavizada de IPCA 12 meses à frente passa de 4,36% para 4,34%; a mediana de IPCA 2025 caiu de 4,95% para 4,86%, acima do teto da meta; e para o IPCA 2026, de 4,40% para 4,33%.

A confiança do consumidor (ICC) recuou 0,5 ponto em agosto ante julho, a 86,2 pontos, com ajuste, segundo a FGV.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) teve queda de 0,13% na 3ª quadrissemana de agosto, após alta de 0,09% na quadrissemana anterior. Com o resultado, o índice acumula alta de 4,08% nos últimos 12 meses e de 2,93% no ano.

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Na seara fiscal, o projeto de lei que isenta de Imposto de Renda (IR) os brasileiros com renda mensal de até R$ 5 mil deve ser aprovado com apoio amplo na Câmara dos Deputados, mas a oposição pretende derrubar as medidas para compensar a perda de arrecadação alegando evitar o aumento de impostos, segundo O globo.

O mercado avalia no campo político também a notícia de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admite ser candidato à presidência nas eleições de 2026.

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Apesar de cair 0,97% na sexta a R$ 5,4258, o dólar à vista ainda acumulou alta de 0,52% ante o real na semana passada. Isso por conta da disparada a R$ 5,50 no fechamento da última terça-feira, decorrente das tensões políticas entre Brasil e EUA, com as sanções americanas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). No mês, a moeda americana recua mais de 3%, com desvalorização anual de 12,21% ante a brasileira.

Na agenda desta segunda-feira, 25, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe o presidente da Nigéria e anuncia uma linha de crédito voltada à indústria 4.0 às 16h. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de evento no México com dirigentes do Fed. A semana ainda é marcada pelas expectativas em torno do julgamento de Jair Bolsonaro no STF, que começa em 2 de setembro, e o temor de novas sanções dos EUA ao Brasil.

No radar econômico estão o IPCA-15 de agosto, nesta terça-feira, 26, e dados fiscais, como o relatório da dívida pública na quarta (27), o resultado primário do governo central na quinta, e os dados do setor público consolidado de julho, na sexta-feira, 29.

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No exterior, o destaque é o índice de preços de gastos com consumo (PCE) de julho, principal indicador de inflação do Federal Reserve, na sexta-feira, além de discursos de dirigentes do Fed ao longo da semana, e o balanço da Nvidia na quarta-feira. Na zona do euro, a ata do BCE sai na quinta e dados de PIB da Alemanha, França e Itália na sexta-feira.

Na manhã desta segunda, a presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou que a Europa precisa de mais investimentos e reconheceu que os EUA lideram em inovação em alguns setores, enquanto a Europa se destaca no setor verde.

Na China, o índice CSI 300, que reúne ações blue chips da China, subiu 2,08%, alcançando 4.469,22 pontos, maior nível desde julho de 2022, após o rali em Wall Street na sexta e a valorização de ações do setor imobiliário chinês, depois que Xangai relaxou algumas restrições para a compra de residências.

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A endividada incorporadora imobiliária chinesa Evergrande teve as negociações de suas ações cancelada na Bolsa de Hong Kong nesta segunda-feira.

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