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Dólar sobe após IPCA forte e por cautela no exterior e com corte de gasto

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O dólar sobe ante o real e puxa os juros futuros para cima, após o avanço de 0,56% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro, acima da mediana esperada no mercado (0,54%). O investidor ainda espera a definição do pacote de corte de gastos do governo Lula, que pode ocorrer nesta sexta-feira, mas o anúncio ainda pode ficar para a próxima semana. O governo quer apresentar os planos de corte antes para a Câmara e Senado. O ambiente externo é de cautela.

Uma nova reunião para discutir o pacote de aperto fiscal entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros está marcada para as 14 horas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chegou há pouco à sede da Pasta, em Brasília. Além de Haddad e Lula, devem participar do encontro os ministros da Casa Civil, Rui Costa; do Planejamento, Simone Tebet; da Gestão, Esther Dweck; da Educação, Camilo Santana; do Trabalho, Luiz Marinho; da Saúde, Nísia Trindade; e da Secom, Paulo Pimenta. Ontem à tarde, o governo negou a notícia de que o impacto esperado das medidas de até R$ 50 bilhões seja transformado em algo de R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões.

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O relator do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2005, senador Confúcio Moura (MDB-RO), disse que, "por uma questão política", a votação do projeto de lei das emendas parlamentares é necessária para o andamento da LDO e da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 e que "é possível" que as leis orçamentárias fiquem para o ano que vem.

A inflação medida pelo IPCA fechou outubro em 0,56%, ante 0,44% em setembro. As estimativas do mercado iam de 0,45% a 0,65%. A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 3,88% e, em 12 meses, de 4,76%, acima da mediana de 4,74% (intervalo de 4,64% a 4,90%).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve elevação de 0,61% em outubro, após uma alta de 0,48% em setembro..

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O IGP-M acelerou a 0,99% na primeira prévia de novembro, após avançar 0,94% na mesma leitura de outubro.

O IPC-S subiu 0,32% na primeira quadrissemana de novembro, após alta de 0,30% no encerramento de outubro. Com o resultado, o índice acumula alta de 4,45% em 12 meses.

No exterior, os juros dos Treasuries recuam e o dólar sobe frente moedas principais e em especial frente as divisas emergentes e ligadas a commodities. O mercado mostra insatisfação com o anúncio do governo chinês de elevar o teto das dívidas de governos locais em 6 trilhões de yuans (US$ 840 bilhões). Medidas de estímulos à economia ficaram mais urgentes após a vitória de Donald Trump para a presidência dos EUA, já que o republicano ameaça impor tarifas de 60% aos produtos importados chineses.

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O minério de ferro caiu 1,65% em Dalian e 3,01% em Cingapura hoje. Os preços do petróleo e do cobre aceleraram as perdas mais cedo para mais de 1%.

Investidores nos EUA aguardam pesquisa sobre confiança do consumidor e expectativas de inflação, além de discursos de autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que ontem cortou seus juros em mais 25 pontos-base, como era amplamente esperado.

Às 9h34, o dólar à vista subia 1,23%, a R$ 5,7451. O dólar futuro para dezembro ganhava 0,78%, a R$ 5,7540.

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