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Dólar sobe ante real em meio à maior cautela global e tensão EUA-Irã

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O dólar à vista abriu em alta nesta quinta-feira, 20, acompanhando o movimento da moeda americana frente às principais divisas emergentes. O câmbio chegou a renovar a máxima intradiária após a abertura, mas perdeu força e passa a oscilar perto da estabilidade, sem descolamento relevante do comportamento dos pares.

Os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos recuaram em 6 mil na semana encerrada em 15 de agosto, para 206 mil, abaixo do consenso de 211 mil. O dado, que veio melhor que o esperado, não provocou reação adicional relevante no dólar ante o real até o momento.

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No exterior, o mercado acompanha a alta do petróleo, com o Brent próximo de US$ 94 por barril, em meio à tensão entre Estados Unidos e Irã, enquanto os rendimentos dos Treasuries voltam a subir após o forte recuo observado ontem.

No Brasil, o mercado, além de monitorar os efeitos do petróleo e dos juros americanos sobre o câmbio, acompanha as campanhas eleitorais e a trajetória fiscal.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, argumentou pela manhã que controlar os gastos obrigatórios é mostrar ao mercado que essa despesa não vai crescer sem controle. Em entrevista à Rádio CBN como porta-voz econômico da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele afirmou que é possível reverter a trajetória da dívida pública com diminuição de juros.

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Ainda nesta quinta, o Banco Central oferta até 50 mil contratos de swaps cambiais para rolagem dos vencimentos de setembro, às 11h30, e o Tesouro realiza leilão de títulos prefixados às 11h45. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, participa da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Na quarta, 19, o dólar à vista terminou em queda de 0,86%, a R$ 5,1766, interrompendo uma sequência de três pregões acima de R$ 5,20.

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