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Dólar sobe ante real em meio à cautela no exterior

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O dólar avança ante o real e no exterior na manhã desta quinta-feira, 24, com o DXY no maior nível em oito semanas, enquanto Treasuries e Bunds renovaram máximas de vários anos, em meio à espera de sinais sobre o encontro dos presidentes dos EUA e China, e de apostas de alta de juros pelo Fed, após discursos de dirigentes e PMIs fortes dos EUA.

No Brasil, os investidores aguardam dois leilões de linha do BC, com oferta total de até US$ 1 bilhão, entre 10h30 e 10h35; a entrevista do presidente do BC, Gabriel Galípolo, sobre RPM (11h), o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre (9h30), além da pesquisa Datafolha, a partir das 18h45.

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No RPM, o BC elevou de 0,4% para 0,5% o hiato do produto no 2º trimestre de 2026 e estima 0,4% no 3º trimestre, com queda gradual até -0,4% no 1º trimestre de 2028. A autoridade manteve a taxa real neutra em 5% e reforçou que a política monetária seguirá contracionista, embora com aperto decrescente. O BC também aumentou a sua estimativa da probabilidade de a inflação ficar acima do teto da meta, de 4,50%, em 2026, de 79% para 90%. Estimativas sugerem que o impacto indireto da alta internacional do preço do petróleo sobre a inflação pode ser tão relevante quanto o direto, embora sua mensuração seja mais difícil, segundo o Banco Central.

Uma operação conjunta da Receita Federal, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, da Polícia Militar e da Polícia Civil deflagrou a Operação Crédito Oculto, terceira fase da Operação Carbono Oculto. Foram cumpridos 32 mandados de busca nos Estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Um grupo de fintechs usado pelo esquema de fraude investigado na Operação Crédito Oculto movimentou R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025.

Nos EUA, o presidente Donald Trump afirmou nesta quinta que a "superinteligência" (SI, na sigla em inglês) será um dos principais temas de sua reunião com o presidente da China, Xi Jinping, na Casa Branca, mas sinalizou que não pretende alterar o atual arranjo sobre o assunto, em meio a discussões sobre a importância da imposição de barreiras à tecnologia.

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