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Dólar sobe alinhado ao juro de Treasuries longos

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O dólar opera em alta nesta segunda-feira, 8, na esteira do avanço dos juros dos Treasuries, que ofusca a aprovação do pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão pelo Senado dos EUA no fim de semana. A valorização da moeda americana precifica ainda desconforto dos investidores com o quadro grave da covid-19 no Brasil, com recordes sucessivos de mortes há nove dias seguidos, colapso no sistema de saúde nacional e vacinação lenta, e expectativas pela votação da PEC Emergencial, em dois turnos, na Câmara dos Deputados, prevista para quarta-feira, 10, segundo o presidente da Casa, Arthur Lira.

No radar na semana estão ainda o IPCA de fevereiro (quinta-feira) em meio à preocupação global com a inflação e aposta de alta de 50 pontos-base da Selic no Copom da semana que vem, segundo a precificação na curva na sexta-feira (5).

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Nesta segunda, o Boletim Focus do Banco Central mostrou que o mercado voltou a elevar sua projeção para IPCA deste ano, de 3,87%, para 3,98%. Já a projeção para o índice em 2022 permaneceu em 3,50%, o que de acordo um analista é o que o BC já começa mirar. A projeção para a Selic no fim de 2021 foi mantida em 4,00%, mas para 2022 subiu de 5,00% para 5,50%. Os economistas do mercado reduziram a previsão para o PIB deste ano de alta de 3,29% para 3,26%, e para 2022, de 2,50% para 2,48%. O câmbio para 2021 passou de R$ 5,10 para R$ 5,15 e, para 2022, de R$ 5,10 para R$ 5,15.

Já o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 2,71% em fevereiro, após um avanço de 2,91% em janeiro, dentro do intervalo das previsões do mercado financeiro, que estimavam uma alta desde 1,91% a 2,78%, mas acima da mediana de 2,25%, de acordo com as instituições ouvidas pelo Estadão/Broadcast. A alta no custo da gasolina pressionou o IGP-DI (de 2,61% para 6,90%). Também o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da primeira quadrissemana de março apresentou alta de 0,67% ante taxa de 0,54% no fechamento de fevereiro.

Às 9h23, o dólar à vista subia 1,19%, a R$ 5,7509. O dólar para abril ganhava 1,02%, a R$ 5,7545.

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