Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Dólar sobe a R$ 5,32 com aversão a risco e acumula alta de 2,11% na semana

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O mercado doméstico de câmbio foi engolfado nesta sexta-feira, 14, pelo sentimento externo de aversão ao risco. Piora das expectativas de inflação norte-americana, na esteira de leitura ruim de quinta-feira do índice de preços ao consumidor, e declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) reforçaram a expectativa de aperto monetário mais forte e duradouro nos Estados Unidos. Com aumento de temores de uma recessão global, dada a fraqueza também da economia Europeia e a escalada da guerra na Ucrânia, investidores abandonaram bolsas e commodities para buscar abrigo no dólar, que subiu em relação a moedas fortes e emergentes.

Afora uma baixa momentânea na primeira hora de negócios, atribuída a fluxo pontual de recursos, o dólar trabalhou em alta durante toda a sessão. Vencido teto de R$ 5,30 ainda pela manhã, a divisa acelerou os ganhos ao longo da tarde, em sintonia com o exterior, e correu até a máxima de R$ 5,3317 (+1,11%). No fim do dia, o dólar subia 0,94%, cotado a R$ 5,3227, encerrando a semana com ganhos de 2,11%. Em outubro, a moeda ainda acumula perdas de 1,33%, em razão da baixa de 3,38% na primeira semana do mês, quando houve o rali dos ativos domésticos com o resultado do primeiro turno das eleições.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Após a leitura do indicador de inflação CPI de setembro nos EUA acima do esperado na quinta-feira, tanto do índice cheio quanto do núcleo, o mercado teve de digerir nesta sexta uma deterioração das expectativas de inflação revelada por pesquisa preliminar da Universidade de Michigan. Houve aumento da estimativa para inflação em 1 ano (de 4,7% em setembro para 5,1% na prévia de outubro). Já para o horizonte de cinco anos, a expectativa subiu de 2,7% para 2,9%.

"O mercado não tem como ignorar a alta das expectativas de inflação. No horizonte de cinco anos, ainda está acima da meta (2%). O Fed não vai conseguir desacelerar o ritmo de alta e nem encerrar tão cedo o ciclo de aperto. E, quando terminar, vai ter que manter os juros altos por um bom tempo", afirma a economista-chefe da B.Side Investimentos, Helena Veronese, ressaltando que não havia justificativa plausível para o bom humor dos mercados na quinta com a leitura do CPI. "Houve gente dizendo que o número indicava que a inflação tinha feito pico e iria desacelerar para explicar a alta das bolsas em Nova York. Mas não havia nada para comemorar".

À deterioração das expectativas e aos números correntes de inflação ruins nos EUA somam-se reiterados sinais de dirigentes do Fed sobre a necessidade de perseverar no aperto monetário e falas pessimistas que emergem da reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A diretora-geral do fundo, Kristalina Georgieva, alertou que aumenta o risco de recessão global ao dizer que o mundo está mais frágil e entrando em uma "zona perigosa". O diretor do Departamento da Europa do FMI, Alfred Kammer, disse que toda a Europa deve experimentar um período de desaceleração do crescimento, com Alemanha e Itália enfrentando um período recessivo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV