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Dólar reduz queda intradia em meio à cautela por tarifas

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O dólar desacelera a queda intradia no mercado à vista na manhã desta terça-feira, 8, que se alinha à desvalorização predominante da divisa americana no exterior frente às moedas emergentes e também às principais em manhã de correção técnica global.

Na segunda-feira, 7, o dólar à vista avançou a R$ 5,9106 (+1,30%), maior valor de fechamento desde 28 de fevereiro (R$ 5,9163), ampliando o ganho a 3,60% nos cinco primeiros pregões de abril. Apesar do alívio, persiste a cautela sobre tarifas, em especial o embate entre os EUA e a China.

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Os rendimentos dos Treasuries renovaram máximas, após caírem mais cedo.

A China já respondeu que tomará novas "contramedidas resolutas" se os EUA ampliarem as tarifas ao país asiático, após o presidente Donald Trump dar um prazo até às 13h de Brasília desta terça para Pequim remover a tarifa recíproca de 34% imposta em retaliação aos 34% dos EUA sobre produtos chineses, na semana passada. Trump ameaça com sobretaxa adicional de 50%, totalizando 104%, considerando ainda os 20% aplicados em março sobre a China devido ao comércio de fentanil aos EUA.

A partir de quarta-feira (9), as novas tarifas recíprocas mais altas entram em vigor para países asiáticos, incluindo a China, e a União Europeia (20%), que também se prepara para adotar retaliações conjuntas.

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O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) definiu a chamada fixação do yuan em 7,2038 em relação ao dólar nesta terça-feira. Foi a primeira vez desde setembro de 2023 que a taxa de referência ultrapassou 7,20. O limite observado de perto é visto como um indicador da atitude de Pequim em relação ao suporte à moeda em meio à guerra comercial com os EUA.

O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que os países que não realizaram retaliações às tarifas anunciadas pela Casa Branca terão prioridade nas negociações, nas quais o presidente americano, Donald Trump, estará pessoalmente envolvido.

No mercado local, o setor público consolidado teve déficit primário de R$ 18,973 bilhões em fevereiro, o melhor resultado para o mês desde 2022 e menor que o déficit esperado no mercado (R$ 26,250 bilhões). Em 2025 até fevereiro, houve superávit de R$ 85,122 bilhões (4,43% do PIB) e em 12 meses, déficit de R$ 15,885 bi (0,13% do PIB).

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O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) desacelerou a 0,05% na primeira prévia de abril, após alta de 0,29% na mesma leitura do mês de março, segundo a FGV.

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