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Dólar recua em meio à formação da Ptax, dados internos e risco de shutdown nos EUA

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O dólar volta a operar em queda no mercado à vista na manhã desta terça-feira, 30,, alinhado à desvalorização da divisa americana no exterior, diante do risco de paralisação do governo dos EUA, e em dia de disputa técnica da Ptax.

A fraqueza no câmbio pressiona os juros futuros para baixo, após também a taxa de desemprego na Pnad Contínua vir dentro do esperado no mês passado. Além disso, o setor público consolidado mostrou déficit menor do que as estimativas em agosto.

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A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em agosto, conforme dados do IBGE, igual à mediana das projeções de analistas. O índice caiu em relação ao mesmo período de 2024 (6,6%) e se manteve estável em relação a julho. O rendimento real médio foi de R$ 3.488, estável no trimestre e com alta de 3,3% em 12 meses. A massa de rendimento chegou a R$ 352,6 bilhões, com crescimento de 1,4% no trimestre e 5,4% no ano.

No campo fiscal, em agosto, o setor público consolidado teve um déficit primário de R$ 17,255 bilhões, melhor que a previsão do mercado (R$ 19,10 bilhões) e o menor resultado para o mês desde 2021. No acumulado de janeiro a agosto de 2025, o déficit foi de R$ 61,792 bilhões (0,74% do PIB), puxado pelo governo central (R$ 84,618 bilhões). Estados e municípios tiveram superávit de R$ 31,117 bilhões, enquanto as estatais registraram déficit de R$ 8,291 bilhões.

Têm ajudado também o real as mensagens conservadoras do Banco Central sobre a desancoragem das expectativas de inflação e de que mira o centro da meta de 3%. Reforçam expectativas de manutenção da Selic pelo menos até o fim deste ano, o que é positivo para o carry trade e os ativos locais, segundo analistas.

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Na política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou com três vetos as mudanças na Lei da Ficha Limpa, aprovadas pelo Congresso. Ele vetou os trechos que reduziam o prazo de inelegibilidade de políticos condenados, mantendo a regra atual: inelegibilidade durante o mandato e por mais oito anos após seu término.

Já no front comercial, o Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior prorrogou por até cinco anos a aplicação de direito antidumping definitivo sobre alhos frescos ou refrigerados da China e sobre laminados de aço chineses

No exterior, vem crescendo a percepção sobre possíveis novos cortes de juros nos EUA neste ano. E dados industriais divulgados na China foram um pouco mais animadores.

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O vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, disse hoje que as incertezas para a perspectiva econômica são particularmente elevadas e que o mercado de trabalho nos EUA se enfraquece e, sem apoio, pode enfrentar dificuldades. O Fed retomou corte de juro, de 25 pb, na reunião de setembro, à faixa de 4,00% a 4,25% ao ano.

Na segunda, 29, o dólar à vista recuou 0,30%, fechando a R$ 5,3223, refletindo o enfraquecimento do dólar global, o fortalecimento de moedas emergentes e sinais conservadores do BC sobre a política monetária.

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