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Dólar recua com fluxo comercial, mas retoma alta com exterior e fiscal no foco

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O dólar abriu em alta nesta segunda-feira, 6, acompanhando a valorização externa, mas os investidores ajustaram posições em meio à manutenção das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até 2025 no boletim Focus e chegou a cair também em meio a relatos de ingresso de fluxo comercial. Na mínima, o dólar à vista cedeu aos R$ 5,1965. A máxima, após abertura, ficou em R$ 5,2135 (+0,26%).

Há pouco, o dólar retomou sinal positivo moderado de olho na valorização externa. Há também expectativas sobre a apresentação do novo arcabouço fiscal, que deve ser antecipado, possivelmente antes da reunião do Copom, nos dias 21 e 22 de março.

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vai se reunir com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta segunda-feira (10h30), para discutir o novo arcabouço fiscal e o Desenrola, considerados fundamentais para as contas públicas e o setor de crédito.

Sobre a âncora, Haddad disse que a ideia é que o novo arcabouço seja de conhecimento público já em março para que o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) seja enviado com formato final, atualizado pela nova regra fiscal, evitando retrabalho por parte do Congresso. À tarde, o presidente Lula vai se reunir também (16 horas), com o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, para decidir sua permanência ou não no Ministério.

No boletim Focus, a projeção para o IPCA - índice oficial de inflação - deste ano seguiu em 5,90% após 11 altas consecutivas. Um mês antes, a mediana era de 5,78%. Para 2024, horizonte cada vez mais relevante para a estratégia de convergência à inflação do BC, a projeção continuou em 4,02% pela segunda semana seguida, de 3,93% há quatro semanas. Considerando somente as 57 estimativas atualizadas nos últimos 5 dias úteis, a mediana para 2023 cedeu de 5,93% para 5,91%. Para 2024, variou de 4,05% para 4,01%, considerando 53 atualizações no período. Já a estimativa para a Selic no fim de 2023 seguiu em 12,75% ao ano e no fim de 2024 permaneceu em 10,00%.

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No exterior, o dólar avança ante pares principais e moedas emergentes e o petróleo recua em meio a estimativa de crescimento em torno de 5% da China em 2023, considerado modesto por analistas, e expectativas por novas altas de juros no país e os comentários de política monetária do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, ao Senado dos EUA amanhã, e à Câmara dos Representantes, na quarta-feira.

Às 10h06, o dólar à vista tinha alta de 0,07%, a R$ 5,2040). O dólar abril ganhava 0,10%, a R$ 5,2330, após oscilar de R$ 5,2260 (-0,04%) a R$ 5,2440 (+0,31%).

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