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Dólar recua após sinais do Copom e apetite por risco externo

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O dólar opera em baixa no mercado à vista na manhã desta quinta-feira, 29, e pressiona os juros futuros para baixo, enquanto o Ibovespa futuro avança, após a manutenção de juros pelo Fed e o Copom, sinais de cortes da Selic em março e apetite por risco em Nova York. Esse cenário impulsiona as commodities e pode estar induzindo migração de fluxo estrangeiro para bolsa brasileiro e a renda fixa em razão do forte diferencial de juros em operações de carry trade. Investidores acompanham ainda a entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao Metrópoles. Por volta das 9h30, a divisa americana recuava 0,24%, a R$ 5,1939, e o dólar futuro de fevereiro caía 0,03%, a R$ 5,1960.

Haddad, disse que ainda não combinou com o presidente Lula a data para deixar governo, mas deve ser em fevereiro e elogiou o secretário-executivo, Dario Durigan. Para ele, a taxa de juros atual está em patamar incompatível com a estabilidade da dívida e o anúncio de começo de corte juros fará trajetória da dívida ir para patamar razoável.

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Mais cedo, o BC informou que as concessões de crédito livre dos bancos subiram 20,2% em dezembro ante novembro, para R$ 701,3 bilhões, segundo o Banco Central, e fecharam 2025 com alta de 9,0%. Para pessoas físicas, houve avanço de 7% no mês e 10,6% no ano; para empresas, a alta foi de 38,3% em dezembro e de 7,2% em 2025. Ja a taxa média de inadimplência nas operações de crédito livre oscilou de 5,3% em novembro (dado revisado, de 5,0%) para 5,4% em dezembro.

O IGP-M subiu 0,41% em janeiro, após queda de 0,01% em dezembro, segundo a Fundação Getulio Vargas, ficando levemente abaixo da mediana do mercado (0,42%). Em 12 meses, o índice acumula queda de 0,91%.

Na B3, os investidores estrangeiros aportaram R$ 1,525 bilhão no dia 27, elevando a entrada acumulada em janeiro e no ano para R$ 21,725 bilhões, em sessão de alta do Ibovespa (+1,79%). No sentido oposto, houve saída de recursos de institucionais (R$ 13,6 bi no ano), pessoas físicas (R$ 3,0 bi), instituições financeiras (R$ 4,5 bi) e outros investidores (R$ 0,6 bi).

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Em relação ao caso do banco Master, o Banco Central abriu investigação interna para apurar o crescimento acelerado e a posterior liquidação da instituição, por decisão do presidente do BC, Gabriel Galípolo. Maurício Quadrado, sócio do Master entre 2020 e 2024, teve contas na Suíça congeladas após denúncias de propinas ligadas às operações Sépsis e Cui Bono da Lava Jato, mas, mesmo com ativos bloqueados entre 2018 e 2022, recebeu autorização do Banco Central para ingressar no banco.

Na quarta-feira, 28, o dólar à vista fechou estável, a R$ 5,2066, após recente rodada de apreciação forte da moeda brasileira - superior a 5% em 2026.

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