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Dólar hesita com liquidez fraca, alta de commodities, cautela por tarifas e Fed

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O dólar oscilava mais perto da estabilidade na manhã desta quinta-feira, 9, em meio à primeira coleta de taxas nas mesas de operação para a formação da taxa Ptax diária. Na primeira hora de negóciação, a divisa abriu em queda leve e subiu moderadamente logo depois em manhã de liquidez ainda mais reduzida, por conta do fechamento das bolsas norte-americanas devido ao funeral do ex-presidente Jimmy Carter.

Investidores ajustam posições em meio a altas de commodities e um pano de fundo de cautela com as ameaças de imposição de tarifas adicionais às importações de vários países feitas pelo presidente eleito dos EUA, Donald Trump.

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A expectativa é de menor espaço para flexibilização monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) neste ano à medida que as políticas protecionistas e de expansão de gastos prometidas por Trump são consideradas inflacionárias.

Incertezas sobre o quadro fiscal no Brasil continuam permeando o sentimento de risco dos investidores também. Há sinais da equipe econômica de que está avaliando novas medidas de corte de gastos, embora sem revelar detalhes.

Nos primeiros negócios, a queda do dólar pode ter refletido ingresso de fluxo comercial, diante das altas moderadas do petróleo e do minério de ferro na China, segundo um operador.

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Os juros futuros operam em queda leve, acompanhando o alívio na curva de Treasuries e precificando o recuo de 0,4% das vendas no varejo no Brasil, maior que a mediana do mercado (-0,2%). Na comparação com novembro de 2023, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 4,7% em novembro de 2024, idêntica à mediana das previsões.

Contudo, o ganho da divisa americana ante pares rivais e emergentes é contido em manhã de queda dos juros dos Treasuries.

Sem dados na agenda norte-americana, os investidores devem acompanhar discursos de cinco dirigentes do Federal Reserve: Susan Collins, de Boston (10h15); Patrick Harker, da Filadélfia (11h); Tom Barkin, de Richmond (14h40); Jeffrey Schmid, de Kansas City (15h30); e a diretora Michelle Bowman (15h35).

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Às 10h01, o dólar à vista tinha viés de baixa de 0,03%, a R$ 6,1072. O dólar para fevereiro ganhava 0,05%, a R$ 6,1355.

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