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Dólar ganha força com Treasuries antes de CPI dos EUA, após alívio em meio a Varejo

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O dólar ganha força no mercado à vista na manhã desta quinta-feira, 10, em meio ao avanço leve da curva de Treasuries antes do índice de inflação ao consumidor dos EUA (CPI) de setembro (9h30). A moeda americana cedeu na abertura na esteira dos dados de vendas no varejo brasileiro. Porém, há também um pano de fundo de cautela fiscal que ajuda a conter o alívio inicial.

As vendas do comércio varejista caíram 0,3% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, e comparação com agosto de 2023, sem ajuste sazonal, tiveram alta de 5,1%. O resultado mensal foi menos negativo do que a queda de 0,6% apontada pela mediana do mercado, com intervalo desde uma queda de 1,8% a alta de 0,2%. As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 5,1% no ano, acima da mediana positiva de 4,1% e, em 12 meses, alta de 4%, ante avanço de 3,8% até julho.

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Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção, de veículos e de atacado alimentício, as vendas caíram 0,8% em agosto ante julho, com ajuste, e na comparação com agosto de 2023, sem ajuste, subiram 3,1% em agosto; 4,5% no ano e 3,7% em 12 meses.

Lá fora, o euro segue em baixa ante o dólar com expectativas de corte de juros na próxima semana. Dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) concordaram que seria apropriado retirar a restrição monetária de forma gradual, na reunião de 11 e 12 de setembro, uma vez que não havia certeza absoluta de que o problema da inflação na zona do euro foi resolvido, segundo ata do encontro divulgada nesta quinta-feira. Na ocasião, o BCE cortou sua taxa de depósitos em 25 pontos-base e as demais taxas de juros em 60 pontos-base. Ainda de acordo com a ata, os dirigentes avaliaram que a inflação deverá voltar a ganhar força na segunda metade deste ano e que a perspectiva econômica do bloco havia se tornado mais preocupante, visto que a recuperação projetada era "frágil".

Nos EUA, a expectativa é de que o CPI mostre alta de 0,1% da inflação em setembro na margem, após avanço mensal de 0,2% em agosto. As apostas continuam em baixa de 25 pontos-base em novembro, mas se o CPI superar as expectativas pode aumentar a probabilidade de a taxa ficar parada no nível atual.

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Às 9h24, o dólar à vista subia 0,18%, a R$ 5,5919. O dólar para novembro cedia 0,04%, a R$ 5,6060.

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