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Dólar fraco limita alta de juros por produção industrial forte e com fiscal no radar

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O dólar opera em baixa na manhã desta sexta-feira, 3, após oscilar nos primeiros negócios. Os juros futuros avançam na esteira do crescimento da produção industrial brasileira em agosto acima do esperado na margem e interanual e do fortalecimento pontual do dólar ante o real em meio aos dados, e de olho no cenário fiscal interno.

As taxas futuras aliviavam um pouco os ajustes com a retomada da queda da moeda americana há pouco, após abertura em baixa, acompanhando a desvalorização registrada pela divisa americana no exterior em meio à suspensão da publicação de dados-chaves, como o payroll de setembro que sairia hoje.

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Isso gera incertezas sobre a economia e política monetária do Federal Reserve em meio ao terceiro dia da paralisação do governo dos EUA. Há expectativas em torno de um acordo político que coloque fim ao shutdown e expectativas por dados de PMIs de Serviços americanos.

A produção industrial brasileira subiu 0,8% em agosto ante julho no País, acima da mediana das projeções do mercado (+0,3%) e mais perto do teto (+1,2%), mas caiu 0,7% em relação a agosto de 2024, menos que a expectativa mediana negativa de 1,2% do mercado. No ano, segundo o IBGE, a indústria acumula alta de 0,9%, e em 12 meses, 1,6%. A média móvel trimestral avançou 0,3% em agosto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu novas reduções de juros, destacando que inflação em queda e taxas menores estimulam crescimento e qualidade de vida. Ele celebrou a alta de emprego e renda e chamou de "coisa maravilhosa" a aprovação da isenção do IR para salários de até R$ 5 mil pela Câmara.

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O secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Pinto, disse nesta sexta-feira que o texto que isentou de Imposto de Renda (IR) quem recebe até R$ 5 mil por mês aprovado pela Câmara dos Deputados foi pactuado com o governo. Por isso, a equipe econômica não pedirá alterações no Senado. Lula disse ainda que o governo deve acabar a negociação da MP alternativa ao IOF até a próxima quarta-feira.

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